segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O Brasil Ausente nas Mídias Sociais

 

O Brasil Ausente nas Mídias Sociais

(“Brazil Absent on Social Media”) - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Porque? Porque é o Brasil que não interessa aos propósitos divulgados nesses canais. – O Brasil, como todos os países e sociedades, compõe-se de várias realidades e fatores. É o Brasil geográfico, histórico, étnico, social, econômico e político. Cada um deles exerce seu peso e sua importância num conglomerado da nação. E existe o Brasil das ilusões e dos sonhos.

 

Geograficamente, somos uma país rico, extremamente diversificado em fauna e flora, e dispondo de amplitude de recursos naturais que atente a qualquer demanda econômica da atualidade. Basta administrar sua exploração com a consciência do papel do Brasil na geopolítica e geoeconômica mundial.

 

Nossa história está repleta de coragem, pioneirismo e de buscas de autonomia econômica e política, enquanto, na sua essência, já provou tolerância de ser capaz de superar discriminações raciais e de origem. Basta observar a naturalidade com que ocorrem as uniões multirraciais.

 

Não há como negar que existem problemas sociais a resolver. Obviamente respeitando os limites da nossa política socia-econômica, sem esquecer que mesmo países do considerado primeiro mundo encontram problemas com sua população de relativa pobreza e seus moradores de ruas (ou que moram em automóvel). 

 

Vejamos o Brasil dos fatos socioeconômicos, comparando alguns dados e índices de 2015 com os de 2025:

1)    O PIB cresceu de R$6,5 para R$11,8trilhões – 119%;

2)    O PIB per capita aumentou de R$ 8.9 para R$ 10.3 – 10,7%

3)    O desemprego caiu de 6,7% para 5,2% - 22,4%;

4)    Veículos automotivos registrados aumentaram de 64,8 para 124,0 milhões – 91%;

5)    As exportações pularam de R$201,9 para R$310,4 bilhões (2024) – 54%;

6)    Os embarques aéreos subiram de 74. para 130. mil passageiros – 75,7%;

7)    O Índice BOVESPA cresceu de R$46.000 para R$176,00 – 383%.

            (Fontes: IBGE e da ONU)

 

Especificamente com relação ao Índice BOVESPA cabe esclarecer que boa parte desse aumento decorre de investimentos externos (quase R$ 9 bilhões num único dia de janeiro/26) o que mostra a confiabilidade do Brasil no exterior.

 

Poderia se pensar que os crescimentos acima são naturais e resultado do aumento populacional, como, de fato, nossa história demográfica sugere. Entretanto, o crescimento populacional anual do Brasil, que já chegou a 4% na década de 1950, apresenta hoje um índice de apenas 0,2%, ou seja, incomparavelmente abaixo das taxas acima – por sua vez evidenciando uma clara e expressiva melhora na vida dos brasileiros ao longo desse período.

 

A explicação é simples. A nossa economia experimentou um significativo aumento de produtividade e maturidade econômica, obviamente decorrente de avanços tecnológicos, modernizações e consequentes ganhos de eficiência experimentados no mundo inteiro, e, em boa parte, acompanhadas pelo país.

 

E o componente político da nação? Ele é presente, é indispensável na administração de qualquer sociedade, sem dúvida – e independente da coloração partidária – tem seu peso na constelação do panorama da nação, mas é apenas um fator... e não necessariamente o mais decisivo no destino de uma nação, aquele que empurra uma sociedade para frente.

 

É o homem, quem faz. Quem constrói uma sociedade, uma nação, e estabelece suas normas de convivência pública e privada. A política é uma consequência disso, na qual opiniões podem e devem divergir na busca do bem de uma nação unida por um consenso, por um espectro de objetivos, onde ideias e ideologias se encontram democraticamente – no exclusivo interesse da nação.       

 

       

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

IA, Benção ou Fim da Nossa Civilização?

 

IA, Benção ou Fim de Nossa Civilização?

(“AI, Blessing or the End of Our Civilization?” - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

O homem, por natureza, é frágil como todo ser vivo. Sua história de necessidade de permanência nesse mundo, por meio da evolução de seu potencial intelectual e o consequente estabelecimento de valores morais, sua organização social e política, garantiram-lhe reduzir significativamente essa vulnerabilidade multifacial.

 

Essa capacidade intelectual fê-lo superar ameaças e reduzir essa fragilidade ao longo de milhares de anos, estabelecendo lentamente um domínio sobre nosso planeta. Mas, mesmo com a espetacular evolução da pedra lascada à inteligência artificial, o homem continua um ser frágil num mundo incerto. Continuamente, ele vem melhorando seu conforto e aumentando sua segurança existencial. Mesmo assim, o que já foi a incerteza da alimentação do dia seguinte, hoje assumiu dimensões de incompetência de vencer as barreiras de uma sociedade altamente complexa e sofisticada. Afinal, continuamos sem garantia e sem certeza – de nada.             

 

As invenções humanas em busca de melhorar as condições de vida tem uma forte tendência de serem desvirtuadas para fins prejudiciais, ou mesmo destrutivos. O que hoje é benção, amanhã poderá ser destruição e caos. Enquanto temos o avião inventado como simples resultado do conhecimento de física, e que acabou um terrível instrumento de guerra, por outro lado, a lança criada como arma pelo homo sapiens, hoje é um mero objeto de esporte.

 

Como parte do salto tecnológico do século XX, a cibernética deu origem a um mundo informatizado, começando como pacíficos computadores ou processadores de dados, mas evoluindo também para mortíferas armas de guerra. E diariamente, mais aspectos do nosso cotidiano ganham sofisticações digitais, seja para aumentar índices de qualidade e eficiência, seja para substituir o trabalho humano.

 

E chegou a inteligência artificial – a IA. Estudos iniciado já em 1956 são considerados o nascimento oficial da IA como um campo de pesquisa. O objetivo era explorar como fazer máquinas usarem linguagem, formarem conceitos, resolverem problemas e melhorarem a si mesmas. Abriu-se a porta para um novo mundo. Primeiramente, apenas uma fresta no campo da informática, mas logo uma abertura escancarada. Depois das décadas iniciais, vivemos hoje quase diariamente pequenas ou maiores revoluções, de processos industriais a simples - (?) - manipulações de imagem e falas, até a criação de novas realidades a partir de dados visuais e vocais remotamente existentes.

 

Tudo isso soa fantástico. Sem dúvida, a humanidade está entrando numa nova era com um primeiro passo, sem conhecer o traçado do caminho, nem o destino final. Se por um lado isso surpreende e entusiasma, por outro, assusta. Ninguém consegue imaginar um mundo dominado pela IA, e principalmente não o homem convivendo com uma realidade de IA cercando, orientando e conduzindo seu cotidiano – determinando sua vida sem ele entender o ‘o que’ e o ‘como’ atrás de tudo.

 

Já hoje, as gerações mais velhas, em sua grande maioria não compreendem, nem sabem usar simples recursos e rotinas de informática. Isso gera obviamente enormes inseguranças e temores. Afinal, a perspectiva para o cidadão comum e leigo no assunto é a de um voo cego, sem piloto e sem destino. E ainda há a nuvem preta da IA que conseguirá se auto-reprogramar e, dessa maneira, fugir do controle e comando humano.

 

Essa incerteza de massa, conviver com um cérebro artificial paralelo permite concluir o surgimento de um vazio existencial, podendo resultar em apatia, resignação, e, por fim, o questionamento do sentido da vida, a desistência de querer suportar a pressão da incerteza e do atrofiamento da animação – e isso em escala coletiva.

 

Mas insegurança e incerteza continuarão: e se deixar de funcionar?

 

Durante milhares de anos, a tecnologia foi uma benção para a humanidade. Em algum momento, seus recursos e capacidades passarão a ser sua desgraça? Por quantas gerações a humanidade sobreviverá com seu arbítrio assumido, controlado e comandado por programas de IA em troca de uma existência programada e garantida?

 

Resumindo numa pergunta final: quanto tempo sobreviverá nossa civilização com seu conhecimento milenar terceirizado, sem  necessidade de resolver seus desafios e obstáculos – e com uma poderosa elite formada por pouca pessoas que controlam a IA?