Prosperação Intergerações
(¨Inter-generation
Prosperation” - This text is written in a way to ease comprehensive
electronic translation)
Klaus H. G.
Rehfeldt
Ano 2022. - Fernando e Ana formam um casal de classe média. Ele, 52
anos, farmacêutico, ela, 50 anos, pedagoga, tem dois filhos, Sueli e Pedro,
ambos casados e ainda sem filhos. Fernando e Ana construíram um patrimônio
sólido constituído de um apartamento confortável na cidade e um pequeno sítio a
30 quilômetros de distância, além de um carro que trocam a cada 4 a 5 anos.
A filha Sueli é casada com Ricardo, que é dono de
uma pequena, mas bem-conceituada oficina de motocicletas. O casal mora em
apartamento alugado e está adquirindo um apartamento ainda em construção. Eles
não pensam em filhos no curto prazo. Alternam entre o uso de um carro econômico
e aplicativos de transporte. Os pais de Ricardo, ambos professores, também
moram em apartamento próprio. – Pedro, por sua vez, é programador de TI,
solteiro, e como nômade digital não pensa em casar – por enquanto.
Essa moderna constelação familiar é contrasta bastante
com as famílias numerosas de épocas passadas. Reduções sensíveis na taxa de
fertilidade da mulher, de 4,6 filhos por mulher na década de 1940 para 2, no
ano 2000, e atualmente 1,7 filhos, mudaram radicalmente as dimensões familiares.
Entre as consequências observa-se uma importante mudança na dinâmica
demográfica com expressivas consequências nos padrões de transmissão de
patrimônio de geração a geração. Menos filhos, menos herdeiros – herança maior.
Essa tendência promete perpetuar e acentuar-se no futuro,
possivelmente a médio prazo e talvez além, enquanto persistirem as estruturas
familiares e de geração de renda com a participação da mulher. Como a
fertilidade media da mulher tende a reduzir-se mais um pouco até cerca de 1,5
filho, devemos esperar uma consolidação, talvez acentuação dessa realidade
Voltemos à família de Fernando e Ana num pulo hipotético
para o futuro, 30 anos depois. -
Fernando faleceu aos 79 anos de idade e Ana, agora aos 80 anos, continua
em seu apartamento enquanto o sítio está sendo administrado pelo genro Ricardo.
Sueli, mãe de gêmeos, está aposentada como funcionária pública, mas montou uma
pequena oficina onde produz roupas para pets. Pedro vive, há 12 anos, numa relação
estável, sem filhos, e é dono de uma consultoria de IA (inteligência artificial)
especializada em logística multimodal. Em virtude da idade avançada de Ana, que
vive com Sueli, a família acordou em que o sítio ficaria para Sueli e Ricardo e
o apartamento, com Pedro, que ainda não sabe o que fazer com ele num mercado de
baixa procura. Por outro lado, Ricardo seria herdeiro universal dos bens
imóveis e moveis de seus pais.
Vemos aqui a constelação familiar típica do nosso
momento, e seu bastante provável futuro. Percebe-se uma grande diferença com
aquela de 70 ou 80 anos atrás, quando famílias de 6, 8 ou mais filhos eram
normais, e isso numa época quando a mortalidade infantil já estava em acentuado
declínio. As elevadas taxas de crescimento populacional neutralizavam em grande
parte aquelas de crescimento das riquezas pessoas e familiares. Isso significa,
que os patrimônios de cada geração eram repartidos entre um número
relativamente grande de filhos, ou seja, a transferência de patrimônio para a
posterioridade era bastante retalhada e, assim, limitada para cada herdeiro. (Obviamente,
não estamos falando de sociedades com culturas de transmissão específica, p.
ex., a primogênitos, ou similares.)
Naturalmente trata-se apenas de uma redistribuição
de patrimônios, no entanto, essa concentração de renda propicia a capacidade de
poupança e investimento. Na ausência de crescimento populacional, o
enriquecimento da sociedade a partir de patrimônios anteriormente formados. A
prosperidade pessoal e familiar, entretanto, aumentará substancialmente.
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