quarta-feira, 5 de março de 2025

A Mudança Energética

 

A Mudança Energética

(*The Energy Change”) - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

 

A partir de certo momento na evolução da espécie homo, a força corporal do indivíduo não bastava mais para atender às necessidades existenciais, cada vez mais demandantes de energia. Ao longo de milênios, o homem aprendeu a dispor de energia extracorporal fornecida por animais domesticados, pelo vento para acionar velas e moinhos e pela água, tocando artefatos. Apesar de novas ferramentas, do arado à bigorna e de ferramentas de corte, a energia disponível era aquela de que o homem dispunha, intelectual e fisicamente,

 

A maior revolução até então veiou com a máquina de vapor, utilizada em terra e no mar. Em seguida a energia elétrica gerada em usinas termoelétricas, uma vez que nem sempre a natureza oferece condições hídricas favoráveis. Depois entrou em cena o petróleo, acionando milhões de motores de combustão interna. A humanidade passou a utilizar energia a partir de recursos naturais, através do calor gerado pela decomposição de matéria, seja lenha, seja carvão, petróleo ou similares. Entretanto, a natureza disponibiliza, mas cobra. Lamentavelmente levou décadas para que essa cobrança fosse percebida em toda sua severidade.

 

A princípio, de renovável mesmo, somente a energia eólica de aplicação muito restrita e a energia hídrica – já servindo ao homem por mais de 5.000 anos. Mas lentamente começou a surgiu um repensar sobre os recursos energéticos modernos. Com o avanço da Revolução Industrial, a energia hidrelétrica foi um dos pilares mais importantes da produção energética; as primeiras turbinas geradoras de eletricidade foram desenvolvidas em meados do século 19. Hoje, participando com 14,3% (4.210 TWh) é a maior variante de energia renovável disponível. (As energias fósseis perfazem hoje ainda 70,6% - 23.574 TWh – do total de energia gerada ao redor do globo).

 

As primeiras células fotovoltaicas foram usadas em 1958 na missão do satélite americano Vanguard. No entanto, levaria quase 20 anos até que sistemas terrestres fossem instalados. Em 1976, o governo australiano decidiu equipar a rede de telecomunicações do interior do país com células solares para carregar as baterias ali instaladas. Apenas a partir de 1990 iniciaram-se modestos programas oficiais de mini-unidades fotovoltaicas, como, por exemplo, o dos mil telhados na Alemanha, ou o de 70.000 telhados no Japão. A tecnologia foi aprimorada e, embora possamos não ter a percepção da sua dimensão, a energia fotovoltaica contribui hoje com 5,5% (1.631 TWh) para o mix energético mundial.

 

As primeiras tentativas de gerar eletricidade com turbinas eólicas foram feitas já no final do século 19. Nas décadas de 1930/40, os primeiros testes bem-sucedidos com turbinas eólicas foram realizados nos EUA e na Alemanha, mas sem aplicação imediata. A primeira turbina que alimentou com sucesso a rede elétrica por um longo período de tempo foi a turbina eólica Gedser na Dinamarca. Essa modalidade energética tornou-se mais visível com suas grandes estruturas distribuídas pela paisagem, por isso sendo inicialmente muito criticadas pelos ecologistas. Mas, essa modalidade energética provou sua validade, em terra e off-shore, hoje gerando 6,9% (2.304 TWh) do total de energia gerada no mundo.

 

Energia proveniente de biomassa começou a ser gerada em escala bastante reduzida a partir dos anos de 1950, mas somente em fins do século XX, essa forma de energia ganhou expressividade, seja na forma de biogás, de álcool ou outros produtos de menor expressão. Mesmo assim, essa energia representa 2,4% (697 TWh) do total energético.

 

Onde situam-se hoje as maiores produções das diversas modalidades de energia renovável? Os maiores geradores de energia hídrica são Austrália, China, Colômbia e Nigéria; de energia eólica, China e EUA; de energia fotovoltaica, China (com 63% do total mundial dessa modalidade); e de biomassa, China, Japão, Brasil e Uruguai.

 

Indubitavelmente, os recursos energéticos renováveis assumiram um papel importante na economia energética mundial. Assim, em 2024, a energia eólica e solar juntas geraram mais eletricidade do que a energia hidrelétrica. Já em 2025, o conjunto das energias renováveis ultrapassará o carvão e se tornará a maior fonte de geração de eletricidade. E em 2028, as fontes de energia renováveis deverão responsáveis por mais de 42% da geração global de eletricidade, com a eólica e a fotovoltaica dobrando para 25% da capacidade total. Finalmente, para o período de 2025 a 2029, espera-se um crescimento médio anual de 4,22%, em, busca da meta de que em 2030 se consiga alcançar um equilíbrio entre energias fósseis e renováveis.

 

O planeta agradecerá.

 

 

 

 

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