A Mudança Energética
(*The Energy Change”) -
This text is written in a way to ease
comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
A partir de certo
momento na evolução da espécie homo, a força corporal do indivíduo não bastava
mais para atender às necessidades existenciais, cada vez mais demandantes de
energia. Ao longo de milênios, o homem aprendeu a dispor de energia extracorporal
fornecida por animais domesticados, pelo vento para acionar velas e moinhos e
pela água, tocando artefatos. Apesar de novas ferramentas, do arado à bigorna e
de ferramentas de corte, a energia disponível era aquela de que o homem
dispunha, intelectual e fisicamente,
A maior
revolução até então veiou com a máquina de vapor, utilizada em terra e no mar. Em
seguida a energia elétrica gerada em usinas termoelétricas, uma vez que nem
sempre a natureza oferece condições hídricas favoráveis. Depois entrou em cena
o petróleo, acionando milhões de motores de combustão interna. A humanidade
passou a utilizar energia a partir de recursos naturais, através do calor
gerado pela decomposição de matéria, seja lenha, seja carvão, petróleo ou
similares. Entretanto, a natureza disponibiliza, mas cobra. Lamentavelmente
levou décadas para que essa cobrança fosse percebida em toda sua severidade.
A
princípio, de renovável mesmo, somente a energia eólica de aplicação muito
restrita e a energia hídrica – já servindo ao homem por mais de 5.000 anos. Mas
lentamente começou a surgiu um repensar sobre os recursos energéticos modernos.
Com o avanço da Revolução Industrial, a energia hidrelétrica foi um dos pilares
mais importantes da produção energética; as primeiras turbinas geradoras de
eletricidade foram desenvolvidas em meados do século 19. Hoje, participando com
14,3% (4.210 TWh) é a maior variante de energia renovável disponível. (As
energias fósseis perfazem hoje ainda 70,6% - 23.574 TWh – do total de energia
gerada ao redor do globo).
As
primeiras células fotovoltaicas foram usadas em 1958 na missão do satélite
americano Vanguard. No entanto, levaria quase 20 anos até que sistemas
terrestres fossem instalados. Em 1976, o governo australiano decidiu equipar a
rede de telecomunicações do interior do país com células solares para carregar
as baterias ali instaladas. Apenas a partir de 1990 iniciaram-se modestos programas
oficiais de mini-unidades fotovoltaicas, como, por exemplo, o dos mil telhados
na Alemanha, ou o de 70.000 telhados no Japão. A tecnologia foi aprimorada e,
embora possamos não ter a percepção da sua dimensão, a energia fotovoltaica
contribui hoje com 5,5% (1.631 TWh) para o mix energético mundial.
As primeiras tentativas de gerar eletricidade com turbinas
eólicas foram feitas já no final do século 19. Nas décadas de 1930/40, os
primeiros testes bem-sucedidos com turbinas eólicas foram realizados nos EUA e
na Alemanha, mas sem aplicação imediata. A primeira turbina que alimentou com
sucesso a rede elétrica por um longo período de tempo foi a turbina eólica
Gedser na Dinamarca. Essa modalidade energética tornou-se mais visível com suas
grandes estruturas distribuídas pela paisagem, por isso sendo inicialmente muito
criticadas pelos ecologistas. Mas, essa modalidade energética provou sua validade,
em terra e off-shore, hoje gerando 6,9% (2.304 TWh) do total de energia gerada
no mundo.
Energia proveniente de biomassa começou a ser gerada em escala
bastante reduzida a partir dos anos de 1950, mas somente em fins do século XX,
essa forma de energia ganhou expressividade, seja na forma de biogás, de álcool
ou outros produtos de menor expressão. Mesmo assim, essa energia representa
2,4% (697 TWh) do total energético.
Onde
situam-se hoje as maiores produções das diversas modalidades de energia renovável?
Os maiores geradores de energia hídrica são Austrália, China, Colômbia e
Nigéria; de energia eólica, China e EUA; de energia fotovoltaica, China (com 63%
do total mundial dessa modalidade); e de biomassa, China, Japão, Brasil e
Uruguai.
Indubitavelmente,
os recursos energéticos renováveis assumiram um papel importante na economia
energética mundial. Assim, em 2024, a energia eólica e solar juntas geraram
mais eletricidade do que a energia hidrelétrica. Já em 2025, o conjunto das energias
renováveis ultrapassará o carvão e se tornará a maior fonte de geração de
eletricidade. E em 2028, as fontes de energia renováveis deverão responsáveis
por mais de 42% da geração global de eletricidade, com a eólica e a
fotovoltaica dobrando para 25% da capacidade total. Finalmente, para o período
de 2025 a 2029, espera-se um crescimento médio anual de 4,22%, em, busca da
meta de que em 2030 se consiga alcançar um equilíbrio entre energias fósseis e
renováveis.
O planeta
agradecerá.
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