Os “Millennials” - A Geração Sem Projeto de Futuro
Klaus H. G. Rehfeldt
A
geração “X” dos anos 60 e 70, marcada pelos hippies e a insipiente cibernética,
hoje procura por vagas preferenciais nos supermercados. A seguinte geração “Y”,
já nascida num mundo digital, de computadores e telefone celular, está hoje no auge
de suas carreiras profissionais. Já a geração “Z”, nascida ao redor da virada
do milênio, daí chamada de “millennials”, compõe-se dos assim chamados digitais
nativos.
Uma nova peculiaridade desafia profundamente essa
nova geração com sua nova e inusitada dinâmica no desparecimento de profissões
tradicionais e do surgimento de atividades totalmente inéditas e ao mesmo tempo
imponderáveis em suas configurações e seu futuro. Este insólito mundo do
trabalho abre horizontes totalmente novos, mais vastos, mais promissores – e
mais imprevisíveis, mais dúbios.
As consequências: incerteza, insegurança e
desorientação resultando em desestímulo e letargia. Os antídotos são conhecidos:
habilidades pouca valorizadas no passados tornaram-se essenciais –
flexibilidade, adaptabilidade, criatividade, iniciativa e resiliência, para
citar as principais, facilmente encontráveis nas inúmeras startups e nos
unicórnios.
Os millennials que conseguem complementar
seus conhecimentos profissionais com essas habilidades, não costumam encontrar
maiores dificuldades no mercado de trabalho.
Preocupante é a situação daquele numeroso contingente
de milêniums que, com baixa escolaridade simplesmente não tem futuro
profissional. A progressiva automação de operações simples, repetitivas e
facilmente readaptáveis extingue os trabalhos sem, ou de baixa qualificação.
Para esses jovens, o futuro é uma incógnita com o risco da perda de esperança. Atualmente,
cerca de 25% da força de trabalho dos jovens entre 18 e 24 anos estão
desempregados e a cada ano, centenas de milhares deles são confrontados com as
exigências do moderno mercado de trabalho.
Com todas as imprevisibilidades, as respostas
não são convencionais e são difíceis. Mas a omissão na busca e aplicação de
soluções específicas e eficazes terá um fim previsível: o colapso social e
econômico da sociedade.
Até agora, o Estado como educador omite-se de
sua responsabilidade constitucional. Não se tem conhecimento de um programa
educacional específico que atenda a essa carência. Exemplos existem, basta
olhar a Finlândia ou a Correia do Sul. A situação é grave e piorará na esperada
retomada do desenvolvimento. A falta de medidas imediatas redundará numa
geração sem esperança – sem futuro.
São as escolhas. As escolhas erradas. Sujeitos que decidem pela carreira do futebol sonhando ser milionário sem saber escrever o nome. Penso que não cabe ao Estado mas, a cada um, definir seu futuro
ResponderExcluirKlaus, perfeito o seu comentário. Por falta de um sistema de ensino inteligente, para os que você ficou em seu comentário só restam uma carreira política, os furtos, roubos e o tráfico de dólares, ou o lenocínio para os três sexos.
ResponderExcluirOnde fui corrigido para ficou leia-se focou.
ResponderExcluirMuito preocupante a situação.
ResponderExcluirOi klaus,sábias palavras👏
ResponderExcluirIngenuamente, a maioria dos pais, valorizam o ter e não o ser...o materialismo ainda impera...