sexta-feira, 19 de julho de 2019

Os "Millennials' - A Geração sem Projeto de Futuro



Os “Millennials” - A Geração Sem Projeto de Futuro

Klaus H. G. Rehfeldt

A geração “X” dos anos 60 e 70, marcada pelos hippies e a insipiente cibernética, hoje procura por vagas preferenciais nos supermercados. A seguinte geração “Y”, já nascida num mundo digital, de computadores e telefone celular, está hoje no auge de suas carreiras profissionais. Já a geração “Z”, nascida ao redor da virada do milênio, daí chamada de “millennials”, compõe-se dos assim chamados digitais nativos.
Uma nova peculiaridade desafia profundamente essa nova geração com sua nova e inusitada dinâmica no desparecimento de profissões tradicionais e do surgimento de atividades totalmente inéditas e ao mesmo tempo imponderáveis em suas configurações e seu futuro. Este insólito mundo do trabalho abre horizontes totalmente novos, mais vastos, mais promissores – e mais imprevisíveis, mais dúbios.
As consequências: incerteza, insegurança e desorientação resultando em desestímulo e letargia. Os antídotos são conhecidos: habilidades pouca valorizadas no passados tornaram-se essenciais – flexibilidade, adaptabilidade, criatividade, iniciativa e resiliência, para citar as principais, facilmente encontráveis nas inúmeras startups e nos unicórnios.
Os millennials que conseguem complementar seus conhecimentos profissionais com essas habilidades, não costumam encontrar maiores dificuldades no mercado de trabalho.
Preocupante é a situação daquele numeroso contingente de milêniums que, com baixa escolaridade simplesmente não tem futuro profissional. A progressiva automação de operações simples, repetitivas e facilmente readaptáveis extingue os trabalhos sem, ou de baixa qualificação. Para esses jovens, o futuro é uma incógnita com o risco da perda de esperança. Atualmente, cerca de 25% da força de trabalho dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados e a cada ano, centenas de milhares deles são confrontados com as exigências do moderno mercado de trabalho.
Com todas as imprevisibilidades, as respostas não são convencionais e são difíceis. Mas a omissão na busca e aplicação de soluções específicas e eficazes terá um fim previsível: o colapso social e econômico da sociedade.
Até agora, o Estado como educador omite-se de sua responsabilidade constitucional. Não se tem conhecimento de um programa educacional específico que atenda a essa carência. Exemplos existem, basta olhar a Finlândia ou a Correia do Sul. A situação é grave e piorará na esperada retomada do desenvolvimento. A falta de medidas imediatas redundará numa geração sem esperança – sem futuro.


5 comentários:

  1. São as escolhas. As escolhas erradas. Sujeitos que decidem pela carreira do futebol sonhando ser milionário sem saber escrever o nome. Penso que não cabe ao Estado mas, a cada um, definir seu futuro

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  2. Klaus, perfeito o seu comentário. Por falta de um sistema de ensino inteligente, para os que você ficou em seu comentário só restam uma carreira política, os furtos, roubos e o tráfico de dólares, ou o lenocínio para os três sexos.

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  3. Onde fui corrigido para ficou leia-se focou.

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  4. Oi klaus,sábias palavras👏
    Ingenuamente, a maioria dos pais, valorizam o ter e não o ser...o materialismo ainda impera...

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