domingo, 3 de novembro de 2019

Os Buracos São Mais embaixo.



Os Buracos São Mais em Baixo.
(The Holes Are Further Down. - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations.)

Klaus H. G. Rehfeldt

Depois de previsões generalizadas de um período de esfriamento do nosso planeta na década de 1980, um passado mais recente aponta na direção contrária: o aquecimento global. Se este fenômeno tem e em que grau, ou não, contribuição humana deveria ser visto como secundário, uma vez que trabalhamos apenas com conjecturas por falta de conhecimentos específicos e mecanismos que permitam determinar com precisão dados, causas e efeitos e suas respectivas intensidades. Como, porém, vivemos uma situação bastante clara, cabe-nos enfrenta-la e fazer o possível para limitar ou reduzir reais e possíveis causas e efeitos. E é o que está acontecendo de variadas formas. Os focos de proteção ambiental são os mais diversos e amplamente conhecidos: poluição atmosférica, dos mares e da terra pela mão humana.
            Mass nem tudo é ‘obra’ do homem. Um asteroide caiu na Terra, há 350 milhões de anos, e, além de outros estragos enormes, extinguiu os lagartos sauros, abrindo espaço para o futuro dos mamíferos. Sempre e até na atualidade, vulcões irrompem de tempos em tempos em todo o plantes. Pinatubo e Tambora são conhecidos, e conhecidos são as catástrofes ambientais que causaram. Segundo vulcanólogos, existem hoje cerca de 1.900 vulcões em estado ativo ou latente na superfície da Terra.
Pouco, porém se sabe dos vulcões submarinos estimados pelos mesmo estudiosos em cerca de um milhão, que se escondem no fundo dos mares ao longo de fendas geológicas, margens de placas tectônicas e outros locais. Trata-se de um mundo menos conhecido do que muitas regiões do espaço sideral. Erupções desses vulcões, quase sempre episódicos, costumam liberar, além da magma que permanece no fundo do mar, gases como dióxido de enxofre, dióxido de carbono (CO2), halogêneo de hidrogênio e ácido sulfúrico, que podem chegar à atmosfera às centenas de milhões de toneladas numa ertupção. Dependendo da profundidade da erupção e de sua intensidade, estes gases chegam à atmosfera em formas que variam de espessos rolos de fumaça a bilhões de pequenas bolhas. Não dispomos de meios para medir os danos causados à fauna e flora marinha por esses eventos. 
Outro aspecto é o próprio calor da magma e dos gases transmitido à água. Se por uma lado temos imensos volumes de água distribuídos nos mares de nosso planeta, por outro é preciso considerar que as temperaturas dos mares situam-se num gradiente de menos de 20o C entre as maiores profundidades e a superfície. E bastam, por exemplo, mudanças de frações decimais de graus no Oceano Pacífico para desencadear fenômenos climáticos como El Niño com efeitos dramáticos no continente sul-americano. Pesquisadores concluíram que, nos últimos anos, as atividades vulcânicas submarinas se intensificaram – e as temperaturas médias anuais sobre a Terra subiram.
Nessas profundidades, imensas forças eruptivas contrapõe-se a pressões de colunas d’agua de milhares de metros de altura num frágil equilíbrio.  Somos efetivamente impotentes contra tais forças da natureza e as condições que elas criam, mas isso não nos isenta da responsabilidade de evitar que a ação humana agrave ainda mais a situação.       


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