Os Buracos São Mais em Baixo.
(The Holes Are
Further Down. - This text was written in a way to ease comprehensive electronic
translations.)
Klaus
H. G. Rehfeldt
Depois
de previsões generalizadas de um período de esfriamento do nosso planeta na
década de 1980, um passado mais recente aponta na direção contrária: o
aquecimento global. Se este fenômeno tem e em que grau, ou não, contribuição
humana deveria ser visto como secundário, uma vez que trabalhamos apenas com
conjecturas por falta de conhecimentos específicos e mecanismos que permitam
determinar com precisão dados, causas e efeitos e suas respectivas intensidades.
Como, porém, vivemos uma situação bastante clara, cabe-nos enfrenta-la e fazer
o possível para limitar ou reduzir reais e possíveis causas e efeitos. E é o que
está acontecendo de variadas formas. Os focos de proteção ambiental são os mais
diversos e amplamente conhecidos: poluição atmosférica, dos mares e da terra
pela mão humana.
Mass nem tudo é ‘obra’ do homem. Um
asteroide caiu na Terra, há 350 milhões de anos, e, além de outros estragos
enormes, extinguiu os lagartos sauros, abrindo espaço para o futuro dos
mamíferos. Sempre e até na atualidade, vulcões irrompem de tempos em tempos em
todo o plantes. Pinatubo e Tambora são conhecidos, e conhecidos são as
catástrofes ambientais que causaram. Segundo vulcanólogos, existem hoje cerca
de 1.900 vulcões em estado ativo ou latente na superfície da Terra.
Pouco, porém se sabe dos vulcões submarinos estimados
pelos mesmo estudiosos em cerca de um milhão, que se escondem no fundo dos
mares ao longo de fendas geológicas, margens de placas tectônicas e outros
locais. Trata-se de um mundo menos conhecido do que muitas regiões do espaço
sideral. Erupções desses vulcões,
quase sempre episódicos, costumam liberar, além da magma que permanece no fundo
do mar, gases como dióxido de enxofre, dióxido de carbono (CO2), halogêneo de
hidrogênio e ácido sulfúrico, que podem chegar à atmosfera às centenas de
milhões de toneladas numa ertupção. Dependendo da profundidade da erupção e de
sua intensidade, estes gases chegam à atmosfera em formas que variam de
espessos rolos de fumaça a bilhões de pequenas bolhas. Não dispomos de meios
para medir os danos causados à fauna e flora marinha por esses eventos.
Outro
aspecto é o próprio calor da magma e dos gases transmitido à água. Se por uma
lado temos imensos volumes de água distribuídos nos mares de nosso planeta, por
outro é preciso considerar que as temperaturas dos mares situam-se num
gradiente de menos de 20o C entre as maiores profundidades e a
superfície. E bastam, por exemplo, mudanças de frações decimais de graus no
Oceano Pacífico para desencadear fenômenos climáticos como El Niño com efeitos
dramáticos no continente sul-americano. Pesquisadores concluíram que, nos
últimos anos, as atividades vulcânicas submarinas se intensificaram – e as
temperaturas médias anuais sobre a Terra subiram.
Nessas
profundidades, imensas forças eruptivas contrapõe-se a pressões de colunas d’agua
de milhares de metros de altura num frágil equilíbrio. Somos efetivamente impotentes contra tais
forças da natureza e as condições que elas criam, mas isso não nos isenta da
responsabilidade de evitar que a ação humana agrave ainda mais a situação.
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