Pobreza e Desigualdade
(Poverty and Inequality - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations.)
Klaus H. G. Rehfeldt
A
desigualdade econômica e social entre membros de uma mesma sociedade é uma
componente constante na história da humanidade desde as origens da organização
dos corpos sociais. Inicialmente encontramos nas respectivas extremidade do
perfil econômico da sociedade aqueles poucos que detêm os poderes político –
religioso – e econômico e uma grande massa vivendo no nível da subsistência, ou
um pouco acima (quando não em regime de escravidão ou servidão), Este estado de
coisas praticamente não mudou durante milhares de anos pela simples falta de um
crescimento econômico contínuo e razoavelmente significativo. Nessa situação, a
desigualdade econômica e social era, obviamente, enorme. Castelos e exércitos
privados de uma lado, no outro, a mera sobrevivência, doenças, fome e uma
expectativa de vida abaixo de 40 anos.
A partir da revolução industrial
começam a se formar concentrações de riqueza nas mãos dos protagonistas da nova
economia industrial e de seus desdobramentos por uma lado e, por outro, uma
nova classe de trabalhadores assalariados.com crescentes chances de incrementar
seu status econômico e começar a constituir uma classe média. Como se tratava
de uma mudança bastante rápida – a palavra revolução industrial diz tudo –, não
surpreende que essas chances eram diminutas, senão inexistentes para uma grande
parte da população. Mesmo assim, registrou-se um contínuo avanço nas melhorias
sociais e de auferimento de renda ao longo dos últimos dois séculos gerando uma
classe média sólida e duradoura.
Não resta dúvida, porém, que um grande
contingente da população não conseguia e continua não conseguindo fugir da
pobreza. Entre esses podemos identificar duas situações distintas, aqueles
presos à pobreza absoluta, ou seja os econômica e socialmente excluídos, e os
que simplesmente não conseguem acompanhar o passo do desenvolvimento
tecnológico e econômico de seu ambiente existencial. Para os primeiros, os
remédios devem ser procurados em iniciativas governamentais, seja na forma do
programas assistenciais como bolsa família ou renda básica universal, seja na
revisão tributária relativa a produtos essenciais.
Já no segundo grupo, dos relativamente pobres,
a situação é bem diferente. A expressão ‘relativamente pobre’ deve ser entendida
considerando os padrões de pobreza em cada época: há cem anos, possuir rádio e
telefone era sinal de riqueza, hoje há mendigo acompanhando meio escondido seu whatsapp.
As repetidas constatações de um aumento da desigualdade
entre mais ricos e mais pobres, comparando os patrimônios de 1 ou 10% da
população mais rica com os 30 ou 50% mais pobres de uma sociedade, não devem
necessariamente ser interpretadas como aumento da pobreza. A problemática em
torno da desigualdade econômica fica evidente quando imaginamos o que
aconteceria com a desigualdade econômica num pais como o lindo mas pobre Haiti
se Bill Gates de mudasse com seus US$ 110 bilhões para lá.
Mas há outro aspecto. Enquanto duas a três
gerações eram precisas para a construção das grandes fortunas dos últimos dois séculos,
mais recentemente podemos observar a constituição de patrimônios bilionários em
períodos de uma ou duas décadas, especialmente na área da tecnologia de informação;
start ups podem transformar-se em unicórnios
em menos de 10 anos. São espaços de tempo absolutamente insuficientes para absorver
e integrar contingentes populacionais mais numerosos nessa dinâmica de
progresso tecnológico e econômico e, por conseguinte, se beneficiar dela. A
prova está no clamor universal por mão de obra qualificada para operar e
desenvolver as tecnologias mais recentes.
Recentemente noticiam-se com mais frequência
aumentos de desigualdade econômica e social, simplesmente sugerindo como causa
o empobrecimento das camadas menos abastadas da população. Esta conclusão pode
ser parcialmente correta, porém outro aspecto da atualidade parece muito mais
importante. Na corrida do desenvolvimento, os poucos protagonistas do avanço
tecnológico e econômico saíram disparando na frente numa velocidade que a
restante população não conseguem acompanhar. Com isso encorparam aquela minoria
na ponta da prosperidade sem, no entanto, causar o empobrecimento de outros
segmentos populacionais. Assim, a desigualdade não é necessariamente só de patrimônio,
mas de capacidade de ajuste a novas realidade tecnológicas e econômicas.
Lembrando que sem esta consideração, os resultados apurados acabam por ganhar
conotação demagógica, passo a palavras para a educação.
É bíblico (para os judaicos cristãos) "pobres sempre teremos entre vós" e, da mesmo forma em todos os demais livros considerados sagrados. Entre os bolskevikes/ socialistas/comunidades/marxistas é apocalíptico: todos são pobres. Em todos os sentidos.
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