segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Solicitude



Solicitude.

(Readiness to Help - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations.)

Klaus H. G. Rehfeldt

Pomerode, Festa Pomerana. Dedé, minha mulher, e eu estamos sentados num banco próximo a uma sorveteria. Tínhamos acabado de tomar nossos sorvetes e eu segurava o potinhos vazios na mão para, quando levantássemos daí, jogá-los numa lixeira próxima. De repente, um senhor desconhecido de meia idade, que tinha acabado de jogar algo na lixeira, veio na minha direção, com um sorriso tirou os potinhos da minha mão, levou-os à lixeira, jogou-os dentro, e afastou-se com mais um sorriso para mim, permitindo mais um ‘obrigado’ à distância.

Paris, numa estação de metrô. Estávamos a caminho de Versailles e tínhamos chegado a uma estação onde deveríamos pegar um trem urbano até o destino final. Na tentativa de obter uma informação sobre onde encontrar a plataforma certa abordei diversas pessoas que, apenas negando com a cabeça, seguiram seus caminhos sem resposta. Sem eu notar, aproximou-se uma freira, idosa, um pouco curvada sobre sua bengala, perguntando do que eu precisava. Expliquei minha dúvida. Ela virou-se na direção de onde tinha vindo e nos fez o sinal de segui-la. Escadas para baixo, para cima, túneis e chegamos a uma plataforma. “C'est ici.” (É aqui.) Mal deu tempo para agradecer e a velhinha tomou seu caminho de volta, apoiada em sua bengala.

Santiago de Chile. Uma estação de metrô. Depois de me terem roubado o passaporte no trecho anterior e eu ter feito um Boletim de Ocorrência numa delegacia próxima, em espanhol (o policial assim o exigiu sem a mínima disposição de ajudar – um colega mais solícito acabou auxiliando com muita presteza) aguardávamos outro trem para chegar perto da nossa hospedagem. Do nada apareceu à minha frente uma senhora, vestida de modo um pouco estranho, a começar pelo chapéu de palha, e dirigiu-se diretamente a mim com um “Can I help you?” Muito surpreso respondi apenas que tinha sido roubado em meu passaporte mas que nada havia a ser feito neste instante, mas agradeci. Ela olhou muito intensamente nos meus olhos, disse “You wiil be save” (você estará protegido), virou-se e afastou-se alguns metros. Em seguida tomou o mesmo metrô algumas portas adiante.

Deixo ao leitor as reflexões.       

2 comentários:

  1. A vida, as vezes, nos surpreende com o mal. Sim! Mas do mesmo modo nos surpreende proporcionando o Bem. Lindas histórias e perspectivas.

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    1. Quanto a tais surpresas (especialmente as más), sugiro ler o livro FACTFULNESS, do autor sueco Hans Rosling.

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