Solicitude.
(Readiness to Help - This text was written
in a way to ease comprehensive electronic translations.)
Klaus H. G. Rehfeldt
Pomerode,
Festa Pomerana. Dedé, minha mulher, e eu estamos sentados num banco próximo a
uma sorveteria. Tínhamos acabado de tomar nossos sorvetes e eu segurava o
potinhos vazios na mão para, quando levantássemos daí, jogá-los numa lixeira
próxima. De repente, um senhor desconhecido de meia idade, que tinha acabado de
jogar algo na lixeira, veio na minha direção, com um sorriso tirou os potinhos
da minha mão, levou-os à lixeira, jogou-os dentro, e afastou-se com mais um
sorriso para mim, permitindo mais um ‘obrigado’ à distância.
Paris,
numa estação de metrô. Estávamos a caminho de Versailles e tínhamos chegado a
uma estação onde deveríamos pegar um trem urbano até o destino final. Na tentativa
de obter uma informação sobre onde encontrar a plataforma certa abordei
diversas pessoas que, apenas negando com a cabeça, seguiram seus caminhos sem
resposta. Sem eu notar, aproximou-se uma freira, idosa, um pouco curvada sobre
sua bengala, perguntando do que eu precisava. Expliquei minha dúvida. Ela
virou-se na direção de onde tinha vindo e nos fez o sinal de segui-la. Escadas
para baixo, para cima, túneis e chegamos a uma plataforma. “C'est ici.” (É aqui.) Mal deu tempo para agradecer
e a velhinha tomou seu caminho de volta, apoiada em sua bengala.
Santiago
de Chile. Uma estação de metrô. Depois de me terem roubado o passaporte no
trecho anterior e eu ter feito um Boletim de Ocorrência numa delegacia próxima,
em espanhol (o policial assim o exigiu sem a mínima disposição de ajudar – um colega
mais solícito acabou auxiliando com muita presteza) aguardávamos outro trem
para chegar perto da nossa hospedagem. Do nada apareceu à minha frente uma
senhora, vestida de modo um pouco estranho, a começar pelo chapéu de palha, e
dirigiu-se diretamente a mim com um “Can I help you?” Muito surpreso respondi
apenas que tinha sido roubado em meu passaporte mas que nada havia a ser feito
neste instante, mas agradeci. Ela olhou muito intensamente nos meus olhos,
disse “You wiil be save” (você estará protegido), virou-se e afastou-se alguns
metros. Em seguida tomou o mesmo metrô algumas portas adiante.
Deixo
ao leitor as reflexões.
A vida, as vezes, nos surpreende com o mal. Sim! Mas do mesmo modo nos surpreende proporcionando o Bem. Lindas histórias e perspectivas.
ResponderExcluirQuanto a tais surpresas (especialmente as más), sugiro ler o livro FACTFULNESS, do autor sueco Hans Rosling.
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