Mobilidade com Teleférico Urbano
(“Mobility with Urban
Cable Cars” - This text is written in a way to
ease comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
Você consegue imaginar
simplesmente entrar em uma cabine e flutuar relaxado e sem agitação acima do
caos urbano em direção ao seu destino? Deixar os problemas de trânsito,
engarrafamentos e barulho nas estradas para trás e experimentar suas viagens
diárias de uma maneira totalmente nova?
Isso
existe! Basta ir para Ankara, na Turquia, Medelín, na Colômbia, Cidade do
México, La Paz, Bolívia, Yokohama, Japão, Novgorod, Rússia, Ulan-Bator,
Mongólia, entre outras cidades ao redor do mundo para conhecer a resposta. São
os teleféricos urbanos como sistema de transporte público e como solução
eficiente para cidades ambientalmente conscientes. As características dos
teleféricos urbanos oferecem enfoques interessantes para cidades de médio e
grande porte: eles ocupam pouco espaço, podem atravessar qualquer obstáculo e
também economizam tempo e energia. Além disso, não há conflitos com outros
usuários de trânsito e um único motor elétrico move vários veículos ao mesmo
tempo. Esses teleféricos exigem apenas pequenas áreas de contato com o solo
para colunas de suporte e estações, sendo, assim, ambientalmente altamente
sustentáveis. Além disso, à parte os teleféricos para fins turísticos (com outros condicionantes e outras propostas de exploração), são
economicamente compatíveis com outros meios de transporte coletivo urbano.
Uma das vantagens
principais é a via exclusiva do teleférico no ar que garante tempos de viagem
uniformes, por não ser afetada por outros meios de tráfego urbano. Os
passageiros são transportados continuamente - sem escala de horários e tempos
de espera. Por outro lado, enquanto ônibus urbanos se deslocam – em condições
ideais – a cerca de 16 km/hora, teleféricos urbanos, dependendo do modelo,
conseguem velocidade de cerca de 30 km/hora, dependendo do número de estações
no percurso. Atualmente, uma linha de teleférico urbano pôde cobrir uma
distância de até 10 km, com colunas de suporte distantes, no máximo, 2,5 km uma
da outra, que permitem desvios de até 35 graus. A capacidade de transporte pode
chegar a 4.000 pessoas/hora (dados para teleféricos de três cabos).
De
maneira geral, teleféricos urbanos são implantados na ligação de concentrações
urbanas como bairros distantes. Percursos ideais são avenidas largas, ou então,
vantagens geográficas como cursos de água ou bacias hídricas (vide o bonde
suspenso ‘Schwebebahn’ em Wuppertal, Alemanha).
Mesmo
tratando-se de um sistema de fluxo contínuo, a velocidade com que as cabines
percorrem as estações ou é muito lenta e permite fácil embarque e desembarque,
ou pode ser de tecnologia ‘stop-and-go’, o que significa que as cabines podem
ser paradas completamente por um curto período de tempo, permitindo, por
exemplo, o embarque de carrinhos de bebê.
E o
custo? Os teleféricos urbanos têm custos de investimento e operação
relativamente baixos em comparação com outros sistemas de transporte. O custo
de uma linha de teleférico é cerca de metade daquele de uma de bonde LTV e cerca
de 1/10 do de um mesmo trecho de metrô. Os custos operacionais, obviamente,
dependem das características do sistema, mas costumam ser perfeitamente compatíveis
com outros sistemas de transporte coletivo urbano.
Em termos
de segurança, o teleférico é, depois do transporte aéreo com um acidente em 113
milhões de quilômetros, o segundo transporte mais seguro, com 17 milhões de
quilômetros.
O que era
exótico em tempos passados está se tornando cada vez mais um meio alternativo e
eficiente de transporte em tempos de crescente intensidade de tráfego urbano. E
sempre é uma atração turística.
Estranhamente
trata-se de uma alternativa viária, em muitos casos totalmente ignorada, seja
pelo poder público, seja pelos empresários de transporte coletivo.
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