quinta-feira, 4 de julho de 2024

Mobilidade com Teleférico Urbano

 

Mobilidade com Teleférico Urbano

(“Mobility with Urban Cable Cars” - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Você consegue imaginar simplesmente entrar em uma cabine e flutuar relaxado e sem agitação acima do caos urbano em direção ao seu destino? Deixar os problemas de trânsito, engarrafamentos e barulho nas estradas para trás e experimentar suas viagens diárias de uma maneira totalmente nova?

 

Isso existe! Basta ir para Ankara, na Turquia, Medelín, na Colômbia, Cidade do México, La Paz, Bolívia, Yokohama, Japão, Novgorod, Rússia, Ulan-Bator, Mongólia, entre outras cidades ao redor do mundo para conhecer a resposta. São os teleféricos urbanos como sistema de transporte público e como solução eficiente para cidades ambientalmente conscientes. As características dos teleféricos urbanos oferecem enfoques interessantes para cidades de médio e grande porte: eles ocupam pouco espaço, podem atravessar qualquer obstáculo e também economizam tempo e energia. Além disso, não há conflitos com outros usuários de trânsito e um único motor elétrico move vários veículos ao mesmo tempo. Esses teleféricos exigem apenas pequenas áreas de contato com o solo para colunas de suporte e estações, sendo, assim, ambientalmente altamente sustentáveis. Além disso, à parte os teleféricos para fins turísticos (com outros condicionantes e outras propostas de exploração), são economicamente compatíveis com outros meios de transporte coletivo urbano.

 

Uma das vantagens principais é a via exclusiva do teleférico no ar que garante tempos de viagem uniformes, por não ser afetada por outros meios de tráfego urbano. Os passageiros são transportados continuamente - sem escala de horários e tempos de espera. Por outro lado, enquanto ônibus urbanos se deslocam – em condições ideais – a cerca de 16 km/hora, teleféricos urbanos, dependendo do modelo, conseguem velocidade de cerca de 30 km/hora, dependendo do número de estações no percurso. Atualmente, uma linha de teleférico urbano pôde cobrir uma distância de até 10 km, com colunas de suporte distantes, no máximo, 2,5 km uma da outra, que permitem desvios de até 35 graus. A capacidade de transporte pode chegar a 4.000 pessoas/hora (dados para teleféricos de três cabos).

 

De maneira geral, teleféricos urbanos são implantados na ligação de concentrações urbanas como bairros distantes. Percursos ideais são avenidas largas, ou então, vantagens geográficas como cursos de água ou bacias hídricas (vide o bonde suspenso ‘Schwebebahn’ em Wuppertal, Alemanha).  

 

Mesmo tratando-se de um sistema de fluxo contínuo, a velocidade com que as cabines percorrem as estações ou é muito lenta e permite fácil embarque e desembarque, ou pode ser de tecnologia ‘stop-and-go’, o que significa que as cabines podem ser paradas completamente por um curto período de tempo, permitindo, por exemplo, o embarque de carrinhos de bebê.

 

E o custo? Os teleféricos urbanos têm custos de investimento e operação relativamente baixos em comparação com outros sistemas de transporte. O custo de uma linha de teleférico é cerca de metade daquele de uma de bonde LTV e cerca de 1/10 do de um mesmo trecho de metrô. Os custos operacionais, obviamente, dependem das características do sistema, mas costumam ser perfeitamente compatíveis com outros sistemas de transporte coletivo urbano.

 

Em termos de segurança, o teleférico é, depois do transporte aéreo com um acidente em 113 milhões de quilômetros, o segundo transporte mais seguro, com 17 milhões de quilômetros.

 

O que era exótico em tempos passados está se tornando cada vez mais um meio alternativo e eficiente de transporte em tempos de crescente intensidade de tráfego urbano. E sempre é uma atração turística.

 

Estranhamente trata-se de uma alternativa viária, em muitos casos totalmente ignorada, seja pelo poder público, seja pelos empresários de transporte coletivo.

 

 

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