A Fralda, um Ícone da Sociedade de Consumo
(“The Diaper, an Icon
of the Consumer Society¨ - This text is written
in a way to ease comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
Em climas mais quentes,
os bebês provavelmente ficavam quase nus e não enrolados. Nossos bebês originalmente
sempre carregado¨s, passando a maior parte do tempo em contato físico com a
mãe. Então ela também sentia quando seu filho devia que evacuar e ela
simplesmente segurava o bebê longe dela. Este ainda é o caso de muitos povos
primitivos hoje. Já em áreas mais frias, peles de animais provavelmente eram
usadas e enxaguadas quando sujas.
Existem
registros de enrolamento que foram criados cerca de 600 anos antes de Cristo.
Naquela época, os recém-nascidos eram completamente embrulhados com fitas. Musgo,
feno e palha serviram como material absorvente. Existem também registros
semelhantes do Egito, bem como da antiguidade grega e romana.
No século
18, as fraldas mudaram na Europa. Agora as mulheres tricotavam calcinhas de lã
de ovelha para seus bebês. Elas os encheram de feno e palha. Isso resultou em
uma fralda muito permeável ao ar. A calcinha de lã não precisava ser lavada
após cada uso, mas apenas seca e recarregada.
À medida
que os tecidos de algodão se tornaram mais acessíveis, os panos substituíram as
fraldas de lã. Três panos foram usados para trocar fraldas. Um pano foi
embebido em azeite, gordura quente ou cera de abelha para selar o pacote de
fraldas. As fraldas sujas eram enxaguadas e depois fervidas em água quente. O
pacote de fraldas ainda era muito permeável ao ar.
Até aqui,
a história. – Na década de 1950, as calças de plástico agora deviam facilitar a
troca de fraldas. Isso tornou possível estender consideravelmente os intervalos
de embalagem. No entanto, o ambiente quente e úmido das fraldas em embalagens
herméticas deu origem ao problema das assaduras.
Em 1961,
a empresa Procter & Gambel introduziu com sucesso a marca Pampers nos EUA.
A primeira fralda tinha uma forma retangular simples. Numerosas camadas de
papel crepom serviram como núcleo absorvente e uma folha foi usada como
proteção contra umidade. No entanto, o problema das assaduras ainda não foi
resolvido. As mães simplesmente se acostumaram com um bumbum dolorido ao longo
do tempo. Pós e pomadas fazem parte do equipamento padrão do trocador. Além
disso, com a introdução da fralda descartável, as fraldas de pano foram retratadas
como anti-higiênicas, fedorentas e elaboradas demais para fins de marketing.
Hoje, os
varais com longas filas de fraldas ao vento sumiram da paisagem. E os tanques e
tábuas de lavar não existem mais. Em compensação, cada mãe consome apenas no
primeiro ano de seu bebê cerca de 2.700 fraldas descartáveis, a um custo
expressivo. Por outro lado, no Brasil nasceram 2,5 milhões de bebês. Isso
significa que num ano, cerca de 6,75 bilhões de fraldas vão para o lixo, não
reciclável, depois de poucas horas de uso. O custo e astronômico, cerca de R$
6,75 bilhões (tomando por base o preço de R$ 1,00 por fralda descartável) ao
ano. A economia de consumo vibra e aplaude – o meio ambiente, nem tanto.
E aqui
cabe uma reflexão. Hoje não existe mais nem tanque, nem tábua de esfregar, nem
varal. Existe uma máquina que lava, enxagua e seca – apenas não dobra – onde as
fraldas de pano representariam apenas parte de todo seu serviço. E muitas famílias
possuem-na.
De fato,
alguma coisa está mudando com o ícone fralda. Um pioneiro no retorno das
fraldas de pano é a Inglaterra. Aqui, os futuros pais são sistematicamente instruídos
em cursos preparatórios para trocar fraldas descartáveis por outras de pano. Os
serviços de fraldas são indispensáveis e, assim, são emitidos vouchers para
fraldas de pano. E cada vez mais pais também estão optando novamente por
fraldas de pano. Nossas avós ainda sabiam muito bem o que a pele sensível de um
bebê precisa: luz, ar e umidade. Além disso, as propriedades benéficas da ureia
eram conhecidas e utilizadas. Não houve problemas com assaduras, fungos e
inflamação. Esse conhecimento foi transmitido de geração em geração. Hoje, os
estudos confirmam o que nossas avós já sabiam. É assim que as fraldas de pano
modernas estão reconquistando trocadores.
Eis apenas um exemplo de consumismo altamente questionável num mundo em constante mutação. Cabe repensar todo consumo quando se torna irracional diante tais mutações de parâmetros.
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