Terras Raras
(“Rare Earths” - This text is written
in a way to ease comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
Muito se fala modernamente sobre ‘Terras
Raras’, mas pouco se sabe do que são, que uso e competência têm, uma vez que as
referências à mesma quase exclusivamente estão nas manchetes políticas em
relações internacionais. As disputas em torno delas são notórias e alimentam os
noticiários.
Cabe inicialmente
esclarecer que tais terras não são nem raras, nem são terras. Na realidade. As
terras são apenas invólucros de alguns elementos metálicos. De fato, sob esse
nome escondem-se 17 elementos metálicos indispensáveis na tecnologia hightech atual,
todos com nomes um tanto exóticos e desconhecidos pelo público.
Eis eles:
· Neodímio e disprósio para ímãs fortes, por exemplo, em motores de
carros elétricos, turbinas eólicas, discos rígidos;
· Európio e térbio como fósforos vermelho e verde, respectivamente, em
telas e lâmpadas de LED;
· Escândio e ítrio para supercondutores de alta temperatura e cristais
de laser;
· Lantânio a rutênio (são ao todo 15 elementos) em baterias de carros
híbridos e catalisadores, e
· Escândio em componentes leves para aeronaves e células de combustível.
É fácil compreender sua importância, senão, sua indispensabilidade,
no cotidiano atual, e, muito provavelmente, no mundo tecnológico futuro.
Qual é então a problemática em torno deles. Como já
foi mencionado, esses elementos não são raros na crosta terrestre, estão, isso
sim, distribuídos em concentrações diferentes e em condições de extração com
graus de maior e menor dificuldade.
A China detém as maiores reservas
mundiais de terras raras (aprox. 44 milhões de toneladas), dominando a produção global,
enquanto o Brasil ocupa a segunda posição, com reservas estimadas entre 11,4 e
21 milhões de toneladas. Outros detentores significativos incluem Vietnã,
Rússia, Índia e Austrália, essenciais para tecnologias de transição energética.
Daí, o número de países com reservas de terras
raras são vários e isso levanta uma pergunta: por que todas essas polêmicas em
torno do assunto?
A
mineração e o processamento estão frequentemente associados a altos danos
ambientais e à saúde, assim como frequentemente associados a elementos
radioativos como urânio e tório. Isso beneficia a China, cuja legislação de
proteção ambiental é pouco exigente, que, além de sua vantagem volumética,
facilita a extração de matérias. Por ouro lado, a reciclagem de terras raras
ainda está pouco desenvolvida, mas está se tornando cada vez mais importante
diante da crescente escassez de matérias-primas.
E a
situação é séria. Devido à crescente mobilidade com modelos elétricos e
híbridos e à transição energética, a demanda está crescendo drasticamente. E como
os preços não são negociados em uma bolsa centralizada, eles podem oscilar
bastante. Valor do investimento: Terras raras também são armazenadas em bunkers
como investimento físico.
Em
resumo, as terras raras são "as especiarias da indústria" – pequenas
em quantidade, mas cruciais para o funcionamento das tecnologias modernas de
alto desempenho.
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