Perdedores Vitoriosos.
(“Victorious Losers” - This text is written in a way to ease
comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
Encontramo-nos diante
de próximos resultados eleitorais com uma absoluta certeza: haverá mais
perdedores que vencedores. Mas a história conhece e nos ensina numerosas
vitórias que acabaram em desastres, como as numerosas conquistas terminando em
derrota final de Napoleão Bonaparte, e derrotas iniciais que produziram
verdadeiros vitoriosos, como a de Walt Disney demitido do Kansas City Star por
‘falta de imaginação e de boas ideias’, ou de Abraham Lincoln, que, depois de
falir nos negócios e perder a eleição para presidente dos Estados Unidos em
1856, foi eleito para o cargo em 1861 e tornou-se figura de referência mundial.
Na
concepção geral, um perdedor é um perdedor e ponto final. No entanto, a regra
básica é: qualquer um que tenta e arrisca algo pode perder. Assim, todos os
protagonistas podem inicialmente se tornar perdedores. Por outro lado, assumir
o papel de perdedor, é uma questão de atitude. Aqueles que se afundam em
autopiedade, perdem o ânimo, desistem e se rendem ao seu destino sem querer
mudar nada sobre isso não sairão dessa situação no futuro. Mas, para muitas
pessoas, uma derrota é apenas um episódio, um pequeno revés no caminho para o
sucesso a longo prazo. Perder não é ruim e, através da (auto)crítica, faz parte
da ampliação de seus horizontes, de experimentar coisas novas ou procurar
mudanças.
Seja na
tecnologia, na economia, na vida privada, ou na política, o sucesso costuma não
nascer pronto. O importante é ter consciência que ele resulta de um processo e
que tentativas de encurtar ou queimar etapas desse processo muito facilmente
desembocam em fracassos – transformando protagonistas em perdedores, mesmo que
apenas temporários.
A perda,
salvo a da vida, não deve ser vista, nem aceita como fim de linha. A vida
continua, mesmo que o insucesso doa no início e a situação não necessariamente
fique mais fácil. Mas muitas histórias de sucesso também mostram que ele só
raramente ocorre de imediato. Antes que o grande sucesso aconteça, muitas vezes
haverá uma ou outra derrota, mas no final os perdedores podem perfeitamente tornar-se
verdadeiros vencedores. Naturalmente, por trás disso não existe apenas um acaso
ou uma coincidência. Thomas Edison e Santos Dumont são exemplos emblemáticos.
Iniciais insucessos levam os ‘perdedores’ a reflexões e revisões, a reexames e
reestudos – com êxito final.
Novas ideias,
ideais e teses abstratas costumam ser fortes motivadores no sentido de buscar
sua compreensão, aceitação e concretização, e por isso perdas de percurso são
tidas como parte do processo e tolerados com mais resistência. Isso pode exigir
uma maior perseverança e resiliência na efetivação e materialização de concepções
e visões.
Erros são
os melhores professores. O que deu errado uma vez será feito de forma diferente
da próxima, e as dificuldades que levaram ao fracasso já podem estar superadas
na segunda tentativa. Perdedores momentâneos que persistem em continuar já tiveram
um teste, uma tentativa na ada qual poderiam concluir o que dás certo e o que
não funciona.
Perder
não só ajuda moldar o caráter, mas também a entender melhor os próprios pontos
fortes e fracos, criar uma nova e mais precisa autoimagem e trabalhar com suas
próprias habilidades e particularidades. Em combinação com isso, os supostos perdedores
podem reconhecer quais pontos fortes são particularmente importantes e
necessários para o projeto e expandi-los de forma direcionada, a fim de estar
ainda melhor preparado para o futuro e adaptar seu próprio perfil aos
objetivos.
Desde que
a iniciativa não se baseie em total sofisma de concepção, em absoluta inviabilidade,
ou em incapacidade pessoal é válido e preciso acreditar em algum grau de
vitória, seja qual for o tamanho do sucesso. A pior reação seria a resignação
ou desistência enquanto existem chances em contrário. Afinal, a humanidade alcançou
seu atual status civilizatório num longo processo de alternâncias entre
aceitação de risco e acomodação, sucessos e insucessos, ganhos e perdas – com
balanço final absolutamente positivo.
E quem não teve algum revés ao longo da vida? É fácil se reconhecer lendo o texto em questão. E, para aqueles que seguiram em frente, os resultados positivos realmente são alcançados.
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