quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Perdedores Vitoriosos

 

Perdedores Vitoriosos.

(“Victorious Losers” - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Encontramo-nos diante de próximos resultados eleitorais com uma absoluta certeza: haverá mais perdedores que vencedores. Mas a história conhece e nos ensina numerosas vitórias que acabaram em desastres, como as numerosas conquistas terminando em derrota final de Napoleão Bonaparte, e derrotas iniciais que produziram verdadeiros vitoriosos, como a de Walt Disney demitido do Kansas City Star por ‘falta de imaginação e de boas ideias’, ou de Abraham Lincoln, que, depois de falir nos negócios e perder a eleição para presidente dos Estados Unidos em 1856, foi eleito para o cargo em 1861 e tornou-se figura de referência mundial.

 

Na concepção geral, um perdedor é um perdedor e ponto final. No entanto, a regra básica é: qualquer um que tenta e arrisca algo pode perder. Assim, todos os protagonistas podem inicialmente se tornar perdedores. Por outro lado, assumir o papel de perdedor, é uma questão de atitude. Aqueles que se afundam em autopiedade, perdem o ânimo, desistem e se rendem ao seu destino sem querer mudar nada sobre isso não sairão dessa situação no futuro. Mas, para muitas pessoas, uma derrota é apenas um episódio, um pequeno revés no caminho para o sucesso a longo prazo. Perder não é ruim e, através da (auto)crítica, faz parte da ampliação de seus horizontes, de experimentar coisas novas ou procurar mudanças.

 

Seja na tecnologia, na economia, na vida privada, ou na política, o sucesso costuma não nascer pronto. O importante é ter consciência que ele resulta de um processo e que tentativas de encurtar ou queimar etapas desse processo muito facilmente desembocam em fracassos – transformando protagonistas em perdedores, mesmo que apenas temporários.

 

A perda, salvo a da vida, não deve ser vista, nem aceita como fim de linha. A vida continua, mesmo que o insucesso doa no início e a situação não necessariamente fique mais fácil. Mas muitas histórias de sucesso também mostram que ele só raramente ocorre de imediato. Antes que o grande sucesso aconteça, muitas vezes haverá uma ou outra derrota, mas no final os perdedores podem perfeitamente tornar-se verdadeiros vencedores. Naturalmente, por trás disso não existe apenas um acaso ou uma coincidência. Thomas Edison e Santos Dumont são exemplos emblemáticos. Iniciais insucessos levam os ‘perdedores’ a reflexões e revisões, a reexames e reestudos – com êxito final.

 

Novas ideias, ideais e teses abstratas costumam ser fortes motivadores no sentido de buscar sua compreensão, aceitação e concretização, e por isso perdas de percurso são tidas como parte do processo e tolerados com mais resistência. Isso pode exigir uma maior perseverança e resiliência na efetivação e materialização de concepções e visões.

 

Erros são os melhores professores. O que deu errado uma vez será feito de forma diferente da próxima, e as dificuldades que levaram ao fracasso já podem estar superadas na segunda tentativa. Perdedores momentâneos que persistem em continuar já tiveram um teste, uma tentativa na ada qual poderiam concluir o que dás certo e o que não funciona.

 

Perder não só ajuda moldar o caráter, mas também a entender melhor os próprios pontos fortes e fracos, criar uma nova e mais precisa autoimagem e trabalhar com suas próprias habilidades e particularidades. Em combinação com isso, os supostos perdedores podem reconhecer quais pontos fortes são particularmente importantes e necessários para o projeto e expandi-los de forma direcionada, a fim de estar ainda melhor preparado para o futuro e adaptar seu próprio perfil aos objetivos.

 

Desde que a iniciativa não se baseie em total sofisma de concepção, em absoluta inviabilidade, ou em incapacidade pessoal é válido e preciso acreditar em algum grau de vitória, seja qual for o tamanho do sucesso. A pior reação seria a resignação ou desistência enquanto existem chances em contrário. Afinal, a humanidade alcançou seu atual status civilizatório num longo processo de alternâncias entre aceitação de risco e acomodação, sucessos e insucessos, ganhos e perdas – com balanço final absolutamente positivo.  

                                                                                                         

Um comentário:

  1. E quem não teve algum revés ao longo da vida? É fácil se reconhecer lendo o texto em questão. E, para aqueles que seguiram em frente, os resultados positivos realmente são alcançados.

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