quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Qual É Nosso Sonho?

 

Qual É Nosso Sonho?

 

(“What is our dream?”) – This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Você gostaria que algo aconteça. Você torce. Que tal, um fim de semana com sol na praia? Que tal um ganho na mega sena? Que tal, um vereador, deputado, senador, ou presidente que vença as eleições para os próximos quatro anos? Você gostaria que sua filha namorasse com um moço que combine com o perfil que você idealizou? Você gostaria que o câmbio do dólar abaixasse? Você gostaria de trocar seu caro daqui a dois anos? Você gostaria...? Você gostaria...?

 

É claro. Todo dia gostaríamos que algo acontecesse. Algo para hoje, para amanhã, ou depois de amanhã. Nosso cotidiano está pleno de desejos. Desejos? Desejos são vontades e projeções desejosas de continuidade enriquecida de conteúdos da nossa realidade. Uma vida melhor, claro.

 

I have a dream” (Tenho um sonho.) Martin Luther King, o discurso, realizado no dia 28 de agosto de 1963, nada tem a ver com “eu gostaria”, ou com um simples desejo. Foi um discurso emblemático em defesa da igualdade racial nos Estados Unidos, e esse sonho custou-lhe a vida. E foi o sonho de toda uma população discriminada.

 

Sempre houve, e continua havendo muitos sonhos neste mundo – desde à libertação de povos escravizados na antiguidade, às vezes durante gerações, a realização de uma visão científica num quase sinistro laboratório. Verdadeiros sonhos costumam emergir de passados de necessidades, de sofrimento, de visões de uma vida melhor;

 

Povos migram desde centenas de milhares de anos em busca de uma vida melhor, em busca da realização de seus sonhos. Não são desejos, não são “gostaria de ... “, são sonhos cultivados por gerações.

 

Sonhos emergem de necessidades, de privações. Um relativo bem-estar não gera sonhos, apenas alimenta desejos de curto prazo, eventualmente logo substituídos por outros. Nossos supostos sonhos do momento nada movem.

 

Sonhos nascem, crescem e se realizam – ou não. Sonhos brotam de dentro de uma pessoa ou de uma sociedade, eles podem ser liderados, ... mas não construídos, sejam quais forem os interesses ou as ideologias. E não faltam exemplos de sonhos criados, ilusórios, desastrosos e autodestrutivos (p.ex., o Terceiro Reich e a União Soviética).

 

O sonho é o patrimônio de uma sociedade, sem o qual ela simplesmente vegeta, simplesmente acompanha o mundo. Qual é o nosso sonho, o sonho de nossa sociedade, de nosso país? O sonho de um país que nunca sofreu ameaças à sua integridade, que nunca sofreu privações sérias, que simplesmente vive o cotidiano? Ao mesmo tempo, um país acotovelado pelos sonhos alheios?


Qual é o nosso sonho, o sonho de uma nação constituída de imigrantes em busca da realização de seus sonhos e hoje habitada por seus descendentes, herdeiros desse espírito?

 

Qual é nosso sonho? Ou somos felizes e não sabemos?

 

 

2 comentários:

  1. Muito bonito o conteúdo
    Se não temos sonhos não somos humanos
    I have a dream!!!

    ResponderExcluir
  2. Se não existem sonhos tampouco existe felicidade.

    ResponderExcluir