Qual É Nosso Sonho?
(“What is our dream?”) – This text is
written in a way to ease comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
Você gostaria que algo
aconteça. Você torce. Que tal, um fim de semana com sol na praia? Que tal um ganho
na mega sena? Que tal, um vereador, deputado, senador, ou presidente que vença
as eleições para os próximos quatro anos? Você gostaria que sua filha namorasse
com um moço que combine com o perfil que você idealizou? Você gostaria que o
câmbio do dólar abaixasse? Você gostaria de trocar seu caro daqui a dois anos? Você
gostaria...? Você gostaria...?
É claro.
Todo dia gostaríamos que algo acontecesse. Algo para hoje, para amanhã, ou
depois de amanhã. Nosso cotidiano está pleno de desejos. Desejos? Desejos são
vontades e projeções desejosas de continuidade enriquecida de conteúdos da
nossa realidade. Uma vida melhor, claro.
“I have a dream” (Tenho um sonho.) Martin Luther King, o discurso, realizado no dia 28 de
agosto de 1963, nada tem a ver com “eu gostaria”, ou com um simples
desejo. Foi um discurso emblemático em defesa da igualdade racial nos Estados
Unidos, e esse sonho custou-lhe a vida. E foi o sonho de toda uma população
discriminada.
Sempre houve,
e continua havendo muitos sonhos neste mundo – desde à libertação de povos
escravizados na antiguidade, às vezes durante gerações, a realização de uma
visão científica num quase sinistro laboratório. Verdadeiros sonhos costumam
emergir de passados de necessidades, de sofrimento, de visões de uma vida
melhor;
Povos
migram desde centenas de milhares de anos em busca de uma vida melhor, em busca
da realização de seus sonhos. Não são desejos, não são “gostaria de ... “, são
sonhos cultivados por gerações.
Sonhos
emergem de necessidades, de privações. Um relativo bem-estar não gera sonhos,
apenas alimenta desejos de curto prazo, eventualmente logo substituídos por outros.
Nossos supostos sonhos do momento nada movem.
Sonhos
nascem, crescem e se realizam – ou não. Sonhos brotam de dentro de uma pessoa
ou de uma sociedade, eles podem ser liderados, ... mas não construídos, sejam
quais forem os interesses ou as ideologias. E não faltam exemplos de sonhos
criados, ilusórios, desastrosos e autodestrutivos (p.ex., o Terceiro Reich e a
União Soviética).
O sonho é
o patrimônio de uma sociedade, sem o qual ela simplesmente vegeta, simplesmente
acompanha o mundo. Qual é o nosso sonho, o sonho de nossa sociedade, de nosso
país? O sonho de um país que nunca sofreu ameaças à sua integridade, que nunca
sofreu privações sérias, que simplesmente vive o cotidiano? Ao mesmo tempo, um
país acotovelado pelos sonhos alheios?
Qual é o nosso sonho, o sonho de uma nação constituída de imigrantes em busca da realização de seus sonhos e hoje habitada por seus descendentes, herdeiros desse espírito?
Qual é
nosso sonho? Ou somos felizes e não sabemos?
Muito bonito o conteúdo
ResponderExcluirSe não temos sonhos não somos humanos
I have a dream!!!
Se não existem sonhos tampouco existe felicidade.
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