O "Great Reset”
(‘The Great Reste’ - This text was written
in a way to ease comprehensive electronic translations.)
Klaus H. G. Rehfeldt
A
evolução da nossa civilização tem sido um sucesso inegável. Mas surge uma
pergunta: para onde essa evolução levará a humanidade? Nossa sobrevida, até dois
séculos atrás absolutamente sustentada por meios e produtos naturais, é
crescentemente assegurada por artifícios sintéticos de toda natureza. Nossa
expectativa de vida em ascensão resulta da medicação intensiva – preventiva e
corretiva – da população idosa. Nossa sociedade de consumo – espontâneo ou
estimulado – escasseia nosso recursos naturais e, ao mesmo tempo, nos cerca
cada vez mais de lixo e subprodutos – nocivos de vários modos. Os avanços
tecnológicos resultam em benefício de segmentos populacionais cada vez mais
restritos, porque economicamente mais prósperos, e, enquanto grandes riquezas
são construídas em tempos cada vez mais curtos, uma enorme parte da população
consome produtos cada vez mais ‘baratos’, de preferência fazendo uso de uma
sistema de crédito predatório. Por fim, o desenvolvimento econômico está
seguindo em via de oito pistas em direção a um imenso deserto, um deserto de
lixo, de um planeta de recursos exauridos, de frustrados consumidores des- ou
subempregados ou de futuro profissional incerto, de manifestações climáticas
extremadas – e oásis de prosperidade.
É um quadro sinistro, mas não necessariamente
desesperador, pois cresce a consciência da seriedade da situação e do futuro
preocupante. Pessoas de destaque na política, na economia e no terceiro setor
estão levantando a voz em alerta e apelo pela busca de soluções. Enquanto o
foco do último Fórum Mundial da Economia em Davos, Suíça, era a mudança
climática, o fundador e presidente executivo desse evento refere-se ao próximo
fórum em janeiro de 2021 com as seguintes palavras: “[...] precisamos de um “Great Reset” (Grande Reinicialização, ou Rearrumação)
do capitalismo. – É nosso dever restabelecer um sistema funcional de cooperação
global inteligente, estruturado para enfrentar os desafios dos próximos 50 anos”.
Existem atrás desse termo de impacto já
algumas ideias e propostas razoavelmente bem definidas. Elas concentram-se em
tópicos como: economia orientada para aspectos sociais, modelo de ensino, redistribuição de
renda, cooperação entre países prósperos e aqueles econômica e socialmente mais
carentes, comprometimentos ecológicos, enfim, um redesenho de toda a estrutura
socioeconômica.
São metas e objetivos antigos. O que muda são
os protagonistas e é o momento. Além dos tradicionais promotores e
participantes do fórum, milhares de startups,
jovens e de sucesso levarão novos impulsos, novas concepções e novas visões do
mundo para o próximo Fórum. Por outro lado, a covid-19 evidenciou – escancarou
– realidades intoleráveis e insustentáveis, e isso de forma inesperada e
altamente impactante.
Obviamente, esse resenho das matrizes e
linhas mestre da nossa civilização deverá envolver restrições e delimitações em
nossos padrões de vida, e isso, desde já, está causando reações contrárias. Porém,
é preciso convencer-se que quanto mais postergarmos essa rearrumação inexorável
e inevitável, mais radicais serão as medidas corretoras e mais incisivos os
efeitos.
Assim, vale a pena olhar atentamente para
Davos em janeiro de 2021.
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