quinta-feira, 24 de setembro de 2020

O PIB da Ciência

 

O PIB da Ciência

(‘The GNP of Science’ - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Ao longo da história das civilizações, domínios e hegemonias foram construídos e derrubados com a espada e a pólvora, hoje uma opção discutível num ambiente de armamento nuclear com altíssimo risco, senão a certeza, de aniquilamento mútuo. Ninguém conseguiu estabelecer-se no topo de seu mundo de forma infinita, todas as hegemonias tiveram seu prazo de validade vencido um dia.

A disputa entre países pela domínio econômico, em paralelo à hegemonia política, é recorrente na história da humanidade. Atualmente está se delineando um novo embate dessa natureza entre os Estados Unidos da América e a República Popular da China. As perspectivas americanas nesse aspecto não são boas. Uma simples projeção das últimas taxas de crescimento do PIB de ambas as nações mostra que em cerca de dez anos a China superará os Estados Unidos nesse parâmetro. Setorialmente, esse prazo pode ser mais curtos ou mais longos.

Historicamente, o PIB de uma nação resulta da disponibilidade de recursos naturais e da força de trabalho para transformá-los em bens econômicos. Na era moderna, um terceiros aspecto ganhou um peso extraordinário – o conhecimento, a ciência. A ciência obteve status de capital. Desenvolvendo-se de forma bastante homogênea pelo mundo ocidental no hemisfério norte, a ciência e tecnologia desenvolveram rapidamente uma dinâmica própria, impulsionando as economias para níveis de produtividade e formação de riqueza jamais vistos.

Durante a primeira metade do século 20, enquanto a Europa se digladiava em duas grandes guerras, em que mesmo os países vitoriosos perderam além de seus capitais humanos e ativos materiais também valiosas fontes de recursos com a independência de suas colônias ultramarinas, os Estado Unidos saíram desses episódio não somente vencedores mas também lucradores, distanciando-se com sua economia e seu avanço tecnológico e científico dos resto do mundo.

Nesta condição de destaque, os Estados Unidos tornaram-se imã para estudiosos, cientistas e pesquisadores de todo mundo em busca de crescimento e da proximidade do topo do conhecimento. Como resultado mais de um terço dos laureados de Prêmio Nobel dos Estados Unidos entre 1990 e 2004 nasceram fora do país. Atualmente, mais de cinco milhões de cientista e engenheiros empregados naquele pais nasceram fora dele e 24 por cento das patentes americanas registradas têm pelo menos um inventor não nascido americano.

No mesmo tempo, a República Popular da China, mais nacional-socialista (o termo é evitado depois de definir o regime do Alemanha do Terceiro Reich) do que comunista, sacrificou duas gerações mantendo-as num nível mínimo de subsistência para formar uma base econômica e um capital de estatal que lhe permitissem a entrada nos mercados mundiais com a vantagem de deter condições competitivas extremamente favoráveis. Passando de mero copiador de produtos de países mais desenvolvidos para desenvolvedor de tecnologias próprias, inclusive no sofisticado mercado de tecnologia da informática e virtual, em poucas décadas a China tornou-se player geopolítico de primeira linha.

A ciência não conhece nacionalidade, ela procura oportunidade. Basta o país oferecer condições de vida, de trabalho atraentes, especialmente nos campos científicos e tecnológicos, muito provavelmente não haverá apenas o retorno de milhares de chineses estudando e trabalhando no exterior, como a migração de não-chineses para lá. Além disso, a médio prazo – em ritmo chinês – uma população quatro vezes maior que a dos Estados Unidos e com uma estrutura educacional avançada, por simples raciocínio matemático, a China terá um potencial quatro vezes maior de pessoas capacitadas para o desenvolvimento tecnológico e científico que aquele de naturalidade americana nos Estados Unidos.

A hegemonia do PIB da ciência sempre migrou e migrará – com destino certo!

 

sábado, 19 de setembro de 2020

Transferência de Renda não É Caso de Canetada.

Transferência de Renda não É Caso de Canetada

(‘Income Transfer Is Not Made by Stroke of a Pen’ - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Em ocasião anterior, já fiz menção a um trabalho realizado pelo governo finlandês, buscando dados para um projeto de implementação de um programa de Renda Básica Universal. O mesmo consistiu em um teste longitudinal de 12 meses em que um grupo de mil pessoas recebedores de algum benefício financeiro governamental foi contemplado com um valor mensal de Euro 460,00 para sua livre disposição. Essas pessoas foram chamadas depois desse prazo para informar, sem precisar justificar, de que forma esses valores foram utilizados e com quais resultados. Os resultados da pesquisa ainda não foram divulgados. A citação desse trabalho se faz com o propósito de mostrar o nível de preocupação e cautela com que esse tipo de programa é elaborado em outros países; a Finlândia não é caso único, mas emblemático. Programa de Renda Básica Universal são estudados em vários países ao redor do globo.

Por mais concretos ou remotos tais programas estão, as consequências conjunturais da pandemia do covid-19, revelando as enormes fragilidades econômicas e sócias dos segmentos mais pobres da população, tem projetado o assunto para o centro das demandas governamentais. As respostas imediatas foram em direção a auxílios emergenciais temporários de variados formatos sem que tivesse havido tempo para a elaboração de planos ou programas baseados em estudos preliminares que pudessem determinar parâmetros temporais e dimensionais.

A aplicação transitória de tais programas está condicionada a dois fatores: a disponibilidade de fundos financeiros e a duração da epidemia em cada lugar. Além disso envolve a delicada questão de como sair posteriormente de tais auxílios, o que em muitos casos se configurará como retorno à pobreza anterior.

É preciso, porém, ter em mente que, enquanto a densidade populacional crescer, ou manter-se nos níveis atuais, o risco de novas epidemias é real e, ao mesmo tempo, a progressiva automação e robotização (sem falar na expansão de usos de inteligência artificial) nos processos industriais, mas também em cada vez mais áreas da prestação de serviços, permitem projeções de um gradual aumento dos índices de desemprego, permanente ou temporário. Isso imporá à sociedade de, através de seu governo, encontrar formas de amparo financeiro por meio de programas de Renda Básica ou Imposto Negativo.

Na atual evolução conjuntural esboça-se um quadro de um crescente segmento populacional profissional e, portanto, economicamente inútil à sociedade. Por um lado, a sociedade precisa para seu avanço civilizatório de indivíduos cada vez mais talentosos, intelectualmente dotados e de educação aprimorada. Por outro, todos nós temos limitações específicas ou gerais que podem marginalizar involuntariamente uma parte da população, resultando em incapacitações para atividades de cunho cada vez mais tecnológico e virtual. Isso faz parte da diversidade que a natureza impõe a seus seres. Em consequência cria-se um ônus parta a sociedade. 

Muitos países já desenvolveram, ou estão desenvolvendo programas de transferência de renda de acordo com as particularidades econômicas, sociais e culturais de cada um. O Brasil acumulou experiência em tais programas desde a instalação do Programa de Renda Mínima em 1994 e do Bolsa Estudo em 2001, portanto deve poder recorrer a êxitos e falhas havidos nesse período com várias reformulações, ampliações e ajustes, nem sempre isentos de interesses políticos. Dessa maneira pode-se supor que acumulou-se inteligência social suficiente para desenvolver uma programação de longo prazo bem-sucedida. Além disso, muito provavelmente veremos em breve vários programas mais ou menos maduros de transferência de renda sendo desenvolvidos e implantados em diversos países.

Indispensável para o sucesso de transferência de renda, entretanto, é que sua concepção se baseie no conhecimento técnico científico com um mínimo de interferência política, pois só assim ela garantirá uma existência consistente e um seguimento ajustável às mudanças eternamente em curso.   

 


quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O Veneno Russo

 O Veneno Russo

(‘The Russian Poison’ - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

O caso de envenenamento do oposicionista russo Nawalny mais indica uma rotina do que um episódio isolado. Na Rússia, você pode encontrar em restaurantes canecos de cerveja com três alças. A razão; todos são obrigados a tomar do mesmo caneca, assegurando-se assim a não presença de veneno na bebida. Obviamente uma resposta a envenenamentos frequentes nessas plagas.

Alguma dúvida? A notícia não suscita maiores dúvidas. Entretanto, apesar de fatos comprováveis, a notícia tem inconsistências de ordem cronológica. Rússia e várias repúblicas satélites fizeram parte da União Soviética até 1990, inclusive a Estônia. Naquele país, hoje independente, existem de fatos tais canecos, porém, num restaurante de Tallinn mantido em estilo medieval, com alimentos e utensílios de mesa daquela época, incluído os canecos como relíquia daquele tempo.   

Portanto, trata-se de um exemplo clássico de construção de um mito (ou teoria) de conspiração. É uma amostra de como se produz uma fake news ou um mito conspiratório, tentando dar caráter de verdade a suspeitas de que, neste caso o envenenamento é prática recorrente do governo russo. E certamente, muitas pessoas acreditaram na história como foi escrito e, principalmente, fizeram a conexão com o caso Nawalny.

Isso levanta a questão de como proteger-se contra narrativas falsas ou conspiratórias.

Como se viu acima, são precisos uma boa dose de astúcia e capacidade articuladora, mas, acima de tudo, um propósito, uma intenção. Em primeiro lugar, é típico dessas narrativas não ter motivação positiva e apresentar apenas parte da história com somente uma faceta – aquela que interessa. Teorias de conspiração e fake news razoavelmente críveis requerem certa habilidade e competência – e malevolência – na sua elaboração, por isso, essas notícias entram no receptor do internauta como compartilhamento – ‘encaminhando’. Por outro lado, qualquer contestação, prova em contrário ou desmentido é respondida com agressividade e hostilidade.

Além da percepção dessas características, alguns aspectos podem ajudar na identificação de autenticidade, ou não, quando formulamos as seguintes perguntas:

- há fonte citada, e em caso positivo, ela é merecedora de crédito?

- a informação cabe no tempo e no espaço, ou seja, ela se situa no momento e local reais e possui uma lógica interna?

- o estilo de escrita permite identificar uma redação competente ou profissional?

- o assunto é sensacionalista ou bombástico, mas não aparece nas agência de notícias que, em geral, não perdem notícias reais dessa ordem?

- o texto têm motivação política, incluindo apologias extremas ou ofensas pessoais?

Em tempos de informações em tempo real, existem os sites de busca de informações que absorvem muito rapidamente assuntos do momento, ou mesmo identificam e denunciam fake news e teorias de conspiração como tais. Uma postura objetivo no sentido de convencer-se de que tudo tem dois lados é decisiva.

A contribuição construtiva de cada um, com o propósito de impedir a circulação de informações viciadas, consiste em não compartilhar material que não passa pelo crivo de um sadio e bom senso, não por último por que o ator do compartilhamento pode estar comprometendo sua própria credibilidade. A cautela não causa dano algum, já o vexame...

sábado, 12 de setembro de 2020

Ainda um Sonho

Ainda um Sonho

(‘Still a Dream’ - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Desde quando a humanidade concebeu a (suposta) verdadeira configuração do universo concretizou-se o desejo de explorá-lo fisicamente, começando por uma visita à Lua. E, embora contestado por alguns, já chegamos lá – pelo menos em caráter de visita.

A próxima meta, o próximo sonho é Marte, um planeta a uma distância mínima de 52,6 milhões de quilómetros. Recentemente, Elon Musk, dono de um conglomerado empresarial que inclui a Tesla e a Space-X convidou 300 candidatos para essa aventura. Detalhe: devem contar com a possibilidade de não voltar à Terra. Sonhos mais altos vão até Alpha Centauri, a mais de 40 trilhões de quilômetros de distância.     

Porque sonhos? Em 1977, a nave Voyager 1 partiu para deixar o nosso sistema solar em direção ao espaço galáctico. Até este momento, ela percorreu uma distância de quase 22 bilhões de quilômetros a uma velocidade – estonteante – de 16 km/seg. Esta mesma velocidade está determinando a viagem espacial da sonda New Horizon, lançada em 2006. Portanto, nada mudou em termos de velocidade nesse intervalo de 30 anos, n em depois.

Distâncias espaciais, no entanto, são medidas em anos luz, onde um ano luz corresponde a 9,46 trilhões de quilômetros, ou então, 1 dia luz corresponde a 26 bilhões de quilômetros. Nessa escala, a viagem a Marte pretendida por Musk em velocidade de luz levaria exatos 3 minutos e 2 segundos, enquanto à velocidade da New Horizon levará cerca de meio ano – só a ida. Viável, pois já houve astronauta por mais tempo que isso no espaço (Valeri Polyakov, 438 dias).

Planetas mais distante do nosso sistema solar estão fora de cogitação devido sua absoluta inospitalidade. Dessa maneira, a procura por outros destinos promissores será preciso deixar nosso sistema em busca de planetas similares ao nosso. Diante da imensa diversidade constitucional e ambiental dos corpos celestes galáxia a fora não será uma busca fácil achar tal similaridade no mesmo instante cósmico da nossa existência.

Além disso, o sistema mais próximo, Alpha Centauro, fica a uma distância de cerca de 40 trilhões de quilômetros, ou seja, 4,3 anos luz. Isso significa que, com nosso recursos atuais de deslocamento no espaço, uma viagem para lá levaria aproximadamente 400 anos apenas a decima segunda geração depois daqueles que partiram da Terra chegaria lá. Portanto, inviável. Por enquanto.

O homem nunca parou de procurar soluções para a superação de seus limites, entre eles o da sua fixação na Terra. Nesta matéria, o limite atual encontra-se na velocidade de deslocamento no espaço, totalmente incompatível com as distâncias cósmicas. Mas há esperanças e perspectivas. A propulsão por íons está sendo desenvolvida (funciona em escala diminuta) com projeções de alcance de velocidades até dez vezes maior que as atualmente atingidas. Viagens a Marte em apenas 40 dias seria possível. Mais longe no futuro podemos ser surpreendidos com algo mais espetacular: a propulsão por prótons que prometem voos a Alpha Centauri em somente 20 anos.

Se, chegando lá, os resultados serão tão proveitosos para a humanidade como aqueles encontrados pelos europeus ao chegar à África e América ou quais dificuldades existenciais deverão sersuperadas está escrito nas estrelas.

Vamos ter que cuidar por muito tempo do planeta que nós temos!

    

sábado, 5 de setembro de 2020

Pobreza e Desigualdade

 Pobreza e Desigualdade

(‘Poverty and Inequality’ – This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations.

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Observa-se um certo deslocamento de foco na abordagem dos quadros socioeconômicos de uma sociedade. Se regredimos um pouco na história vamos encontrar na metade inferior da pirâmide de riqueza uma população razoavelmente homogênea, auferindo ganhos que lhes garantem um sustento de moderado a satisfatório a partir de seu trabalho na lavoura ou nos ofícios, sempre considerando os parâmetros e contextos da época. Flutuações para cima e para baixo, especialmente na camada inferior desse segmento, acontecem de acordo com a ocorrência, ou não, de fenômenos adversos como guerras, doenças ou catástrofes naturais. Logo acima do estrato de lavradores e profissionais urbanos há um grupo relativamente pequeno de administradores públicos da graça da nobreza, a qual ocupa a ponta da pirâmide com pompa e circunstância.

Uma mudança profunda nas estruturas econômicas e sociais ocorreu a partir da primeira revolução industrial. A abundante força de trabalho desvalorizou-se enquanto o capital se solidificou e expandiu. Ao mesmo tempo abriram-se novos campos profissionais de caráter administrativo público e privado, burocrático e de prestação de serviços, auferindo rendas satisfatórias para caracterizar uma nova classe média. O que não mudou é a base da pirâmide ocupada por uma parcela da população em estado de pobreza absoluta, ou seja, o limite inferior é imutável.

Com a explosão da economia em virtude de cada vez mais e melhores recursos energéticos e uma tendência de concentrações de capital, a relativa constância na estrutura dessa pirâmide se desfaz cada vez mais. Iniciativas de risco bem sucedidas e bem remuneradas começam a criar uma casta de nobreza econômica detentora de cada vez mais capital e poder econômico. Um mais recente modelo econômico de produção e consumo em massa ganha, além de sua dinâmica própria, um impulso adicional pelo expressivo, para não dizer explosivo, crescimento populacional.

Salvo em épocas de absolutismo feudal ou do capitalismo selvagem do início da revolução industrial é discutível em que grau – ou se – a prosperidade das camadas mais abastadas produziu uma maior pobreza dos menos favorecidos, especialmente na moderna economia de consumo em que cada consumidor a mais, cada renda a mais representa lucro. Nesse contexto, a suposição da desigualdade entre os mais ricos e mais pobres às custas dos últimos não se sustenta. A pobreza de uns não é causa da riqueza de outros, mas sim, efeito ou resultado da incapacidade da sociedade de absorver e integrar a população carente em seu meio, não importa por quais razões.

Hoje, estruturas assistenciais encarregam-se do amparo dos incapacitados para o trabalho, assim principalmente a falta de acesso a uma educação adequada simplesmente deixa uma boa parcela da população para trás na rápida expansão do conhecimento essencial para competir no mercado de trabalho.

Por outro lado, a absoluta incerteza sobre o futuro do trabalho permite reflexões sobre um possível aumento da população excluída da conjuntura econômica e, portanto, sem renda auferida pelo próprio esforço. Esta possibilidade faz com que considerações sobre uma renda básica universal ganhem um novo impulso, especialmente devido às evidências de fragilidade socioeconômica expostas pela pandemia da covid-19. Ficou claro que uma sociedade que não consegue oferecer uma igualdade de chances e oportunidades a seus membros deverá assumir o suporte econômico e social daqueles que não conseguem ser incluídos satisfatoriamente na vida e no contexto socioeconômico.

Por mais que haja médicos, advogados e engenheiro com infância em alguma favela, o grande desafio do futuro não será como sustentar aqueles que são excluídos da sociedade econômica, mas como dar lhes chances iguais para uma vida digna e produtiva em contribuição ao, e usufruto do bem estar de toda a sociedade.

Atualmente, as considerações a respeito dessa realidade redundam com muita frequência na condenação da crescente desigualdade entre a ponta e a base da pirâmide riqueza – em geral, condenando a formação de grandes riquezas. Vale lembrar, porém, que tais fortunas constituem-se cada vez menos de concentrações de capital, mas sim, de simples capacidades individuais como, por exemplo, ideias geradas por alguma startup funcionando em ambiente de coworking.

Assim, conclui-se claramente que a ponta da pirâmide não é causa, nem agrava a pobreza na base da mesma, mas que esta é efeito da falta da sociedade de, através de seu governo, proporcionar chances iguais a todos os seus membros, e é bom deixar claro que um povo pode sucumbir por falta, jamais por excesso de conhecimento.