sábado, 12 de setembro de 2020

Ainda um Sonho

Ainda um Sonho

(‘Still a Dream’ - This text was written in a way to ease comprehensive electronic translations)

 

Klaus H. G. Rehfeldt

 

Desde quando a humanidade concebeu a (suposta) verdadeira configuração do universo concretizou-se o desejo de explorá-lo fisicamente, começando por uma visita à Lua. E, embora contestado por alguns, já chegamos lá – pelo menos em caráter de visita.

A próxima meta, o próximo sonho é Marte, um planeta a uma distância mínima de 52,6 milhões de quilómetros. Recentemente, Elon Musk, dono de um conglomerado empresarial que inclui a Tesla e a Space-X convidou 300 candidatos para essa aventura. Detalhe: devem contar com a possibilidade de não voltar à Terra. Sonhos mais altos vão até Alpha Centauri, a mais de 40 trilhões de quilômetros de distância.     

Porque sonhos? Em 1977, a nave Voyager 1 partiu para deixar o nosso sistema solar em direção ao espaço galáctico. Até este momento, ela percorreu uma distância de quase 22 bilhões de quilômetros a uma velocidade – estonteante – de 16 km/seg. Esta mesma velocidade está determinando a viagem espacial da sonda New Horizon, lançada em 2006. Portanto, nada mudou em termos de velocidade nesse intervalo de 30 anos, n em depois.

Distâncias espaciais, no entanto, são medidas em anos luz, onde um ano luz corresponde a 9,46 trilhões de quilômetros, ou então, 1 dia luz corresponde a 26 bilhões de quilômetros. Nessa escala, a viagem a Marte pretendida por Musk em velocidade de luz levaria exatos 3 minutos e 2 segundos, enquanto à velocidade da New Horizon levará cerca de meio ano – só a ida. Viável, pois já houve astronauta por mais tempo que isso no espaço (Valeri Polyakov, 438 dias).

Planetas mais distante do nosso sistema solar estão fora de cogitação devido sua absoluta inospitalidade. Dessa maneira, a procura por outros destinos promissores será preciso deixar nosso sistema em busca de planetas similares ao nosso. Diante da imensa diversidade constitucional e ambiental dos corpos celestes galáxia a fora não será uma busca fácil achar tal similaridade no mesmo instante cósmico da nossa existência.

Além disso, o sistema mais próximo, Alpha Centauro, fica a uma distância de cerca de 40 trilhões de quilômetros, ou seja, 4,3 anos luz. Isso significa que, com nosso recursos atuais de deslocamento no espaço, uma viagem para lá levaria aproximadamente 400 anos apenas a decima segunda geração depois daqueles que partiram da Terra chegaria lá. Portanto, inviável. Por enquanto.

O homem nunca parou de procurar soluções para a superação de seus limites, entre eles o da sua fixação na Terra. Nesta matéria, o limite atual encontra-se na velocidade de deslocamento no espaço, totalmente incompatível com as distâncias cósmicas. Mas há esperanças e perspectivas. A propulsão por íons está sendo desenvolvida (funciona em escala diminuta) com projeções de alcance de velocidades até dez vezes maior que as atualmente atingidas. Viagens a Marte em apenas 40 dias seria possível. Mais longe no futuro podemos ser surpreendidos com algo mais espetacular: a propulsão por prótons que prometem voos a Alpha Centauri em somente 20 anos.

Se, chegando lá, os resultados serão tão proveitosos para a humanidade como aqueles encontrados pelos europeus ao chegar à África e América ou quais dificuldades existenciais deverão sersuperadas está escrito nas estrelas.

Vamos ter que cuidar por muito tempo do planeta que nós temos!

    

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