Ainda um Sonho
(‘Still a Dream’ - This text was written in
a way to ease comprehensive electronic translations)
Klaus H. G. Rehfeldt
Desde
quando a humanidade concebeu a (suposta) verdadeira configuração do universo
concretizou-se o desejo de explorá-lo fisicamente, começando por uma visita à
Lua. E, embora contestado por alguns, já chegamos lá – pelo menos em caráter de
visita.
A próxima meta, o próximo sonho é Marte, um
planeta a uma distância mínima de 52,6 milhões de quilómetros. Recentemente,
Elon Musk, dono de um conglomerado empresarial que inclui a Tesla e a Space-X
convidou 300 candidatos para essa aventura. Detalhe: devem contar com a
possibilidade de não voltar à Terra. Sonhos mais altos vão até Alpha Centauri,
a mais de 40 trilhões de quilômetros de distância.
Porque sonhos? Em 1977, a nave Voyager 1
partiu para deixar o nosso sistema solar em direção ao espaço galáctico. Até
este momento, ela percorreu uma distância de quase 22 bilhões de quilômetros a
uma velocidade – estonteante – de 16 km/seg. Esta mesma velocidade está
determinando a viagem espacial da sonda New Horizon, lançada em 2006. Portanto,
nada mudou em termos de velocidade nesse intervalo de 30 anos, n em depois.
Distâncias espaciais, no entanto, são medidas
em anos luz, onde um ano luz corresponde a 9,46 trilhões de quilômetros, ou
então, 1 dia luz corresponde a 26 bilhões de quilômetros. Nessa escala, a
viagem a Marte pretendida por Musk em velocidade de luz levaria exatos 3
minutos e 2 segundos, enquanto à velocidade da New Horizon levará cerca de meio
ano – só a ida. Viável, pois já houve astronauta por mais tempo que isso no
espaço (Valeri Polyakov, 438 dias).
Planetas mais distante do nosso sistema solar
estão fora de cogitação devido sua absoluta inospitalidade. Dessa maneira, a
procura por outros destinos promissores será preciso deixar nosso sistema em
busca de planetas similares ao nosso. Diante da imensa diversidade
constitucional e ambiental dos corpos celestes galáxia a fora não será uma
busca fácil achar tal similaridade no mesmo instante cósmico da nossa
existência.
Além disso, o sistema mais próximo, Alpha
Centauro, fica a uma distância de cerca de 40 trilhões de quilômetros, ou seja,
4,3 anos luz. Isso significa que, com nosso recursos atuais de deslocamento no
espaço, uma viagem para lá levaria aproximadamente 400 anos apenas a decima
segunda geração depois daqueles que partiram da Terra chegaria lá. Portanto,
inviável. Por enquanto.
O homem nunca parou de procurar soluções para
a superação de seus limites, entre eles o da sua fixação na Terra. Nesta
matéria, o limite atual encontra-se na velocidade de deslocamento no espaço,
totalmente incompatível com as distâncias cósmicas. Mas há esperanças e perspectivas.
A propulsão por íons está sendo desenvolvida (funciona em escala diminuta) com
projeções de alcance de velocidades até dez vezes maior que as atualmente
atingidas. Viagens a Marte em apenas 40 dias seria possível. Mais longe no
futuro podemos ser surpreendidos com algo mais espetacular: a propulsão por
prótons que prometem voos a Alpha Centauri em somente 20 anos.
Se, chegando lá, os resultados serão tão
proveitosos para a humanidade como aqueles encontrados pelos europeus ao chegar
à África e América ou quais dificuldades existenciais deverão sersuperadas está
escrito nas estrelas.
Vamos ter que cuidar por muito tempo do planeta que nós temos!
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