A Meteoro-Lógica
(“Meteoro-Logics” - This text is written in a way to ease comprehensive
electronic translation)
Klaus H, G, Rehfeldt
O cosmo está em permanente movimento. Nosso planeta é um corpo em constante
movimento, do seu centro plasmáticos, às placas tectônicas, às correntes
marítimas e às atmosféricas. Nessa motilidade, nada mais mutável, em
ininterrupta mobilidade, às vezes pouco previsível, na sensível superfície do
globo do que as condições meteorológicas locais ou regionais, ou, o microclima
que vivemos no nosso cotidiano. Causa disso são os inúmeros componentes inerentes
a um quadro meteorológico e suas interações, extremamente complexos para sua
compreensão, mais ainda para uma dinâmica futura. Igualmente difícil é a
percepção, identificação e interpretação de mudanças no macroclima de dimensão
global, ou seja, um aquecimento atualmente em curso.
Na realidade, todos os
fenômenos baseiam-se em, ou são condicionados por leis imutáveis da natureza,
físicas e químicas. Tais leis, porém, são amplamente desconhecidas – ou
ignoradas, o que leva à negação despretensiosa ou intencional de fenômenos,
mesmo quando bastante evidentes. Eis um exemplo: Uma das leis de física reza
que o ar quente é mais leve que ófrio, ou seja, o ar quente sobe na atmosfera para,
depois de esfriar em camadas mais altas da atmosfera descer ao passo que esfria.
Nesse processo, quanto mais quente
for o ar, mais rápido sobe, e quanto mais frio, mais rápido desce. Traduzido
isso para as dinâmicas climáticas significa, que em situação de aquecimento
global, o ar quente em zonas temperadas, ou mais quentes, eleva-se mais
rapidamente para camadas atmosféricas mais altas, causando que ar frio
proveniente das regiões polares e subpolares cheguem mais rapidamente às
regiões mais quentes. Por conseguinte, o ar frio em deslocamento aquece menos em
seu percurso, chegando mais frio do que o habitual às regiões temperadas e mais
quentes. Essa aceleração do processo climático natural tende a causar mudanças
de tempo mais rápidas e intensas e, com isso, de criar a falsa impressão de um
esfriamento geral – conforme tem ocorrido mais recentemente. Ao mesmo tempo, dá
dando origem a situações extremadas como as que observamos com crescente
frequência É apenas um exemplo de muitos de conjugação de
ações físicas e químicas causando resultados climáticos complexo, e ao mesmo
tempo maravilhoso das quais, em última instância, depende nossa
existência.
As interações entre temperaturas diferentes,
pressões atmosféricas variáveis, humidades relativas distintas, e outros tantos
fatores em constante mutação determinam resultantes climáticas em infindáveis e
incontáveis configuração. E tais fatores podem somar ou compensar suas
energias. Resultam daí manifestações climáticas com as mais diversas
intensidades. Clima, seja em qual dimensão ou intensidade, não é nem acaso, nem
capricho da natureza, o clima é natureza viva segundo suas leis e sua lógica. Vestígios
geológicos comprovam que o planeta sempre sofreu mudanças climáticas, mesmo
muito antes da presença do homem, ou seja, não há como determinar ou
dimensionar os efeitos do homem moderno sobre o clima. Isso, porém, não isenta
a humanidade da responsabilidade de minimizar – ou até compensar – os efeitos
de sua existência predatória sobre a Terra.
É inegável que estamos vivendo numa progressiva
mudança climática da qual não conhecemos futuros graus de intensidade e
severidade, nem sua duração, e menos ainda suas consequências e eventuais novos
equilíbrios climáticos. Isso nos deixa duas opções: buscar argumentos que nos
permitem simplesmente negar o fenômeno, ou fazer tudo que está ao nosso alcance
para minimizar possíveis agravamentos consequentes de comportamentos levianos e
inconsequentes no nosso relacionamento com a natureza – e negligente e irresponsável
com as futuras gerações.
As futuras condições de vida no nosso planeta
estão em boa parte nas mãos de uma única espécie entre as milhões que o
habitam: o homem.
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