sábado, 28 de maio de 2022

A Meteoro-Lógica

 

A Meteoro-Lógica

 

(“Meteoro-Logics” - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)

 

Klaus H, G, Rehfeldt

 

O cosmo está em permanente movimento. Nosso planeta é um corpo em constante movimento, do seu centro plasmáticos, às placas tectônicas, às correntes marítimas e às atmosféricas. Nessa motilidade, nada mais mutável, em ininterrupta mobilidade, às vezes pouco previsível, na sensível superfície do globo do que as condições meteorológicas locais ou regionais, ou, o microclima que vivemos no nosso cotidiano. Causa disso são os inúmeros componentes inerentes a um quadro meteorológico e suas interações, extremamente complexos para sua compreensão, mais ainda para uma dinâmica futura. Igualmente difícil é a percepção, identificação e interpretação de mudanças no macroclima de dimensão global, ou seja, um aquecimento atualmente em curso.

Na realidade, todos os fenômenos baseiam-se em, ou são condicionados por leis imutáveis da natureza, físicas e químicas. Tais leis, porém, são amplamente desconhecidas – ou ignoradas, o que leva à negação despretensiosa ou intencional de fenômenos, mesmo quando bastante evidentes. Eis um exemplo: Uma das leis de física reza que o ar quente é mais leve que ófrio, ou seja, o ar quente sobe na atmosfera para, depois de esfriar em camadas mais altas da atmosfera descer ao passo que esfria.     Nesse processo, quanto mais quente for o ar, mais rápido sobe, e quanto mais frio, mais rápido desce. Traduzido isso para as dinâmicas climáticas significa, que em situação de aquecimento global, o ar quente em zonas temperadas, ou mais quentes, eleva-se mais rapidamente para camadas atmosféricas mais altas, causando que ar frio proveniente das regiões polares e subpolares cheguem mais rapidamente às regiões mais quentes. Por conseguinte, o ar frio em deslocamento aquece menos em seu percurso, chegando mais frio do que o habitual às regiões temperadas e mais quentes. Essa aceleração do processo climático natural tende a causar mudanças de tempo mais rápidas e intensas e, com isso, de criar a falsa impressão de um esfriamento geral – conforme tem ocorrido mais recentemente. Ao mesmo tempo, dá dando origem a situações extremadas como as que observamos com crescente frequência    É apenas um exemplo de muitos de conjugação de ações físicas e químicas causando resultados climáticos complexo, e ao mesmo tempo maravilhoso das quais, em última instância, depende nossa existência. 

As interações entre temperaturas diferentes, pressões atmosféricas variáveis, humidades relativas distintas, e outros tantos fatores em constante mutação determinam resultantes climáticas em infindáveis e incontáveis configuração. E tais fatores podem somar ou compensar suas energias. Resultam daí manifestações climáticas com as mais diversas intensidades. Clima, seja em qual dimensão ou intensidade, não é nem acaso, nem capricho da natureza, o clima é natureza viva segundo suas leis e sua lógica. Vestígios geológicos comprovam que o planeta sempre sofreu mudanças climáticas, mesmo muito antes da presença do homem, ou seja, não há como determinar ou dimensionar os efeitos do homem moderno sobre o clima. Isso, porém, não isenta a humanidade da responsabilidade de minimizar – ou até compensar – os efeitos de sua existência predatória sobre a Terra.

É inegável que estamos vivendo numa progressiva mudança climática da qual não conhecemos futuros graus de intensidade e severidade, nem sua duração, e menos ainda suas consequências e eventuais novos equilíbrios climáticos. Isso nos deixa duas opções: buscar argumentos que nos permitem simplesmente negar o fenômeno, ou fazer tudo que está ao nosso alcance para minimizar possíveis agravamentos consequentes de comportamentos levianos e inconsequentes no nosso relacionamento com a natureza – e negligente e irresponsável com as futuras gerações.  

As futuras condições de vida no nosso planeta estão em boa parte nas mãos de uma única espécie entre as milhões que o habitam: o homem.

 

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