‘Esquerdas' Históricas antes da
Esquerda
("Historical 'Lefts' before the Left" – This text has been written in such a way as to facilitate translations
by electronic means)
Klaus H. G. Rehfeldt
E se ninguém tivesse
ousado se levantar?! Por exemplo, contra senhores coloniais, exploradores e
opressores. Faremos uma viagem pela memória e apresentamos algumas das maiores
revoltas que mudaram o curso da história – ou pelo menos tentaram ...
Não fosse
um filme de grande sucesso, a figura de Espártaco (Spartacus) provavelmente
estaria confinada aos livros de história. Nascido por volta de 111 AC na
Tráquia, uma região na atual Romênia e Turquia, Espártaco foi um escravo que se
tornou gladiador romano. Em 73 a.C., Espártaco, juntamente com cerca de 70
outros gladiadores, fugiu da escola de gladiadores em Cápua e começou sua luta
contra a classe alta romana e pela liberdade dos escravos. Os insurgentes foram
capazes de ganhar mais e mais seguidores e seu exército rapidamente cresceu
para cerca de 70.000 a 100.000 homens, incluindo muitos escravos.
O
exército de Espártaco derrotou várias legiões romanas e até conquistou algumas
cidades do antigo Império Romano. Apesar desses sucessos, no entanto, Espártaco
e seus seguidores não conseguiram derrotar o Império Romano. As tropas romanas
finalmente esmagaram a revolta em 71 a.C. e Espártaco foi morto. Muitos de seus
seguidores foram crucificados para dar um exemplo dissuasor para outros
rebeldes em potencial.
O
declínio e a morte de Espártaco marcaram o fim da maior revolta de escravos da
história romana. Embora sua luta tenha fracassado, Espártaco deixou um legado
significativo como símbolo de liberdade e resistência à desigualdade e à
escravidão no Império Romano.
*
Embora tivesse havida
levantes camponeses desde o século IX em vários países europeus, no século XVI,
ocorrerem as Guerras Camponesas, principalmente no sul da Alemanha. A partir de
1524, os camponeses lutaram contra a nobreza, que os oprimia. Exigiam mais
direitos e a abolição da servidão. Não é por acaso que as revoltas camponesas
ocorreram durante a Reforma. Martinho Lutero havia preparado o terreno fértil
espiritual com seus escritos.
Os
agricultores naquela época não tiveram facilidade: eles representavam cerca de
80% da população na Idade Média. Eles financiaram a nobreza e o clero com altos
impostos. Não possuíam nenhuma propriedade, muitos passavam fome e eram servos
dos servos. As quebras de safra e o rápido aumento da população após a grande
peste por volta de 1450 agravaram a situação já tensa.
Os
camponeses sabiam da superioridade militar dos exércitos mercenários. Por isso,
os representantes das "turbas" primeiro tentaram fazer valer suas
demandas com palavras. Em março de 1525, eles escreveram um panfleto e nomearam
suas demandas em 12 artigos.
Em abril
de 1525, camponeses rebeldes mataram um conde e seus companheiros. Este foi o
prelúdio de confrontos sangrentos em várias regiões do sul da Alemanha e nos
países alpinos. Como as "turbas" de camponeses não tinham nada a opor
ao material bélico e à organização dos exércitos, os canhões finalmente
venceram. Cerca de 70 mil agricultores morreram na luta por uma vida melhor.
*
A Revolução Gloriosa na
Inglaterra foi a primeira grande convulsão política dos tempos modernos. Deu
origem a uma nova forma progressista de governo, a monarquia constitucional.
O pano de
fundo é a luta pelo poder entre o parlamento e a coroa. Em 1215, a Carta Magna
havia concedido direitos parlamentares, que a representação popular foi capaz
de expandir progressivamente nos séculos que se seguiram. No início do século XVII,
o trono passou para a Casa de Stuart, cujos governantes queriam reestabelecer o
domínio absoluto. Desrespeitaram os direitos do parlamento e, em caso de
dúvida, não se furtaram ao uso da violência.
A disputa
pelo poder evoluiu para uma guerra civil em 1642. As tropas dos parlamentares -
o Novo Exército Modelo - eram lideradas pelo nobre Oliver Cromwell. Em 1648,
Cromwell venceu a guerra e, um ano depois, o rei Carlos I foi executado. A
monarquia foi abolida, a Inglaterra tornou-se uma república.
*
A França estava falida.
Diante disso, o rei convocou uma Assembleia Geral com representantes das três classes
sociais, clero, nobreza e povo (90% da população), cada uma com apenas um voto.
Enquanto o rei queria cobrar mais impostos, a terceira classe queria mais
direitos, como participação política, o direito ao voto, melhores condições de
vida e o direito de igualdade para todos os franceses.
A
iniciativa, além de vir tarde, fracassou pelo formato e a revolução eclodiu em
14 de julho de 1789 com a tomada da Bastilha (prisão dos opositores ao Rei)
pela população geral, formada por camponeses, artesãos e diaristas, terminando
em 1799 com a tomada do poder por Napoleão.
As
consequências da Revolução Francesa ainda hoje são a base de nossa compreensão
moderna do Estado. Não eram heróis, mas pessoas de seu tempo, que tiveram a
oportunidade de romper com um sistema antigo.
É
importante compreender, no nosso mundo interligado, que também podemos deixar
de pé outras culturas e formas de pensar, mas devemos estar conscientes de que os
direitos humanos foram duramente conquistados e devemos defendê-los!
Fatos
históricos vistos percebidos com objetividade e sem pretensões ideológicas.
Uma verdadeira aula de história
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