Uma
Grande Diferença
Klaus
H. G. Rehfeldt
O norte-americano, desde jovem, aplica suas sobras em capital
produtivo via fundos de investimento ou diretamente em ações. Além de
fortalecer a economia da nação, as rendas dessas aplicações contribuem no
momento oportuno para a aquisição da moradia própria e, conforme sua
prosperidade, mais tarde talvez de outro imóvel, sempre lucrando paralelamente
os rendimentos das aplicações.
O brasileiro, no entanto, até por imposições cultural – quem
casa, quer casa -, primeiro se endivida a longíssimo prazo, para adquirir sua
casa ou seu apartamento próprio, e quando este estiver pago, embarca para a compra
da casa de praia ou do sítio. Quando, finalmente, estiver bem – ou muito bem – de
vida procura o mercado de capitais para investir suas economias, de preferência
com riso – e rendimento - mínimo. Caso contrário, vive o resto da sua vida
pagando a manutenção de seus imóveis e reclamando da falta de progresso ou dos
investimentos estrangeiros no país.
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