Mobilidade em Terceira Dimensão – Parte 1
(“Third Dimension
Mobility – Part 1“ - This text is
written in a way to ease comprehensive electronic translations)
Klaus H; G. Rehfeldt
Flutuando, suavemente e
sem ruído. Às vezes um leve balanço. Mesmo assim, chegando onde quero, sem congestionamento,
sem stress e na hora certa. E que vista! Mobilidade? Sim, e mobilidade urbana!
Isso não
é um passeio de balão na Capadócia, nem um sonho de transporte num futuro
imaginário e longínquo. É realidade cada vez mais presente no ambiente citadino
nos mais diversos países e chama-se: teleférico urbano, horizontal ou não. Teleféricos
existem em muitos lugares ao redor do mundo, mas, em geral, são conhecidos na
sua modalidade de transporte turístico em lugares montanhosos. Porém, estão
começando a entrar em outra área de transporte público, a mobilidade urbana.
É o
teleférico urbano como um meio alternativo ou complementar de transporte
público. Em comparação com soluções baseadas em trilhos, a construção de um teleférico
é geralmente mais barata e requer menor em tempo de construção, mas com
capacidade de transporte compatível. Além disso, destaca-se como um meio de
transporte rápido, silencioso, ambientalmente benigno e extremamente seguro.
Os
teleféricos têm uma vantagem decisiva: lidam com condições topográficas
difíceis. Em La Paz, na Bolívia, por exemplo, a solução para seu problema do
tráfego estava na terceira dimensão – ou seja, a construção de uma rede de
teleféricos urbanos. A adoção do sistema é um sucesso completo, já consiste em
sete linhas, muito frequentadas (o preço da passagem é, convertido, de cerca de
R$ 2,00), e que conectam os vários distritos e bairros da cidade. Espera-se que
a rede cresça ainda mais até um comprimento total de cerca de 30 km das 7
linhas previstas.
Outras
cidades com sistemas de teleférico urbano impactado são, por exemplo, a Cidade
do México, Hong Kong, Toulouse e Anacara, entre muitas outras. Todas elas com
as mais diversas particularidades urbanas, geográficas e econômicas. O
teleférico de Ancara, por exemplo, foi na época de sua construção, 2014, o
teleférico mais longo da Eurásia, tendo na época os custos operacionais 80%
mais baixos que os de um metro ou trem urbano, além dos custos notoriamente menores
da implementação com uma capacidade de transportar 2.400 passageiros por hora. O
trajeto de mais de mais de 3 km é feito em cerca de 10 minutos.
Quais são
as vantagens desse meio de transporte no conjunto da mobilidade urbana?
Comparado com outros sistemas, os teleféricos não agridem o meio ambiente, pois
são acionados por energia elétrica (eventualmente de fonte renovável) e assim
não emitem CO2, além de não produzirem ruído. Isso torna sua
operação extremamente econômica e perfeitamente compatível com, e integrável a
outros sistemas. Seu funcionamento contínuo não gera esperas e aglomerações de
passageiros, além de proporcionar uma viagem extremamente agradável. Ao mesmo
tempo não existe a possibilidade de congestionamentos ou batidas de trânsito,
nem atropelamentos – teleféricos são, com grande distância, os meios mais
seguros de transporte coletivo com apenas uma morte por 1,7 milhão de
passageiros transportados.
A implementação
do sistema permite a pré-fabricação em grande escala ao lado de uma ocupação
mínima de solo, restringindo-se às áreas necessárias para as estações e as
torres de sustentação. Além da fácil superação de obstáculos topo- e
geográficos, o custo da obra é incomparavelmente mais favorável (US$ 19 milhões
por km na cidade do México) do que de outras vias no mesmo ambiente urbano.
Somente a implantação de uma linha de ônibus em via já existente é mais barata,
no entanto – diferentemente do sistema teleférico altamente automatizado –, tem
um custo operacional mais elevado e todos os problemas atuais do transporte
terrestre urbano. Os custos energéticos são baixos: como as relações de massa e
resistência do vento se compensam nas respectivas direções de deslocamento, os
sistemas requerem somente a energia para a superação do atrito da natureza do
sistema. Com isso, teleféricos mostram ser os meios de transporte motorizado
com a maior eficiência energética. Ventos com velocidades de até 80 km/h não
impedem o funcionamento.
Embora um
teleférico da cidade não possa resolver todos os problemas de trânsito, sob
determinadas circunstâncias faz muito sentido deslocar o fluxo de tráfego do
solo para o ar. No entanto, o pré-requisito para um novo sistema de transporte
combinado é que o teleférico seja aceito pela população e que o projeto seja
elaborado e aplicado na presença de vontade política.
(Segue
Parte 2)
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