terça-feira, 9 de novembro de 2021

Mobilidade em Terceira Dimensão - Parte 1

 

Mobilidade em Terceira Dimensão – Parte 1

(“Third Dimension Mobility – Part 1“ - This text is written in a way to ease comprehensive electronic translations)

 

Klaus H; G. Rehfeldt

 

Flutuando, suavemente e sem ruído. Às vezes um leve balanço. Mesmo assim, chegando onde quero, sem congestionamento, sem stress e na hora certa. E que vista! Mobilidade? Sim, e mobilidade urbana!

Isso não é um passeio de balão na Capadócia, nem um sonho de transporte num futuro imaginário e longínquo. É realidade cada vez mais presente no ambiente citadino nos mais diversos países e chama-se: teleférico urbano, horizontal ou não. Teleféricos existem em muitos lugares ao redor do mundo, mas, em geral, são conhecidos na sua modalidade de transporte turístico em lugares montanhosos. Porém, estão começando a entrar em outra área de transporte público, a mobilidade urbana.

É o teleférico urbano como um meio alternativo ou complementar de transporte público. Em comparação com soluções baseadas em trilhos, a construção de um teleférico é geralmente mais barata e requer menor em tempo de construção, mas com capacidade de transporte compatível. Além disso, destaca-se como um meio de transporte rápido, silencioso, ambientalmente benigno e extremamente seguro.

Os teleféricos têm uma vantagem decisiva: lidam com condições topográficas difíceis. Em La Paz, na Bolívia, por exemplo, a solução para seu problema do tráfego estava na terceira dimensão – ou seja, a construção de uma rede de teleféricos urbanos. A adoção do sistema é um sucesso completo, já consiste em sete linhas, muito frequentadas (o preço da passagem é, convertido, de cerca de R$ 2,00), e que conectam os vários distritos e bairros da cidade. Espera-se que a rede cresça ainda mais até um comprimento total de cerca de 30 km das 7 linhas previstas.

Outras cidades com sistemas de teleférico urbano impactado são, por exemplo, a Cidade do México, Hong Kong, Toulouse e Anacara, entre muitas outras. Todas elas com as mais diversas particularidades urbanas, geográficas e econômicas. O teleférico de Ancara, por exemplo, foi na época de sua construção, 2014, o teleférico mais longo da Eurásia, tendo na época os custos operacionais 80% mais baixos que os de um metro ou trem urbano, além dos custos notoriamente menores da implementação com uma capacidade de transportar 2.400 passageiros por hora. O trajeto de mais de mais de 3 km é feito em cerca de 10 minutos.  

Quais são as vantagens desse meio de transporte no conjunto da mobilidade urbana? Comparado com outros sistemas, os teleféricos não agridem o meio ambiente, pois são acionados por energia elétrica (eventualmente de fonte renovável) e assim não emitem CO2, além de não produzirem ruído. Isso torna sua operação extremamente econômica e perfeitamente compatível com, e integrável a outros sistemas. Seu funcionamento contínuo não gera esperas e aglomerações de passageiros, além de proporcionar uma viagem extremamente agradável. Ao mesmo tempo não existe a possibilidade de congestionamentos ou batidas de trânsito, nem atropelamentos – teleféricos são, com grande distância, os meios mais seguros de transporte coletivo com apenas uma morte por 1,7 milhão de passageiros transportados.

A implementação do sistema permite a pré-fabricação em grande escala ao lado de uma ocupação mínima de solo, restringindo-se às áreas necessárias para as estações e as torres de sustentação. Além da fácil superação de obstáculos topo- e geográficos, o custo da obra é incomparavelmente mais favorável (US$ 19 milhões por km na cidade do México) do que de outras vias no mesmo ambiente urbano. Somente a implantação de uma linha de ônibus em via já existente é mais barata, no entanto – diferentemente do sistema teleférico altamente automatizado –, tem um custo operacional mais elevado e todos os problemas atuais do transporte terrestre urbano. Os custos energéticos são baixos: como as relações de massa e resistência do vento se compensam nas respectivas direções de deslocamento, os sistemas requerem somente a energia para a superação do atrito da natureza do sistema. Com isso, teleféricos mostram ser os meios de transporte motorizado com a maior eficiência energética. Ventos com velocidades de até 80 km/h não impedem o funcionamento.

Embora um teleférico da cidade não possa resolver todos os problemas de trânsito, sob determinadas circunstâncias faz muito sentido deslocar o fluxo de tráfego do solo para o ar. No entanto, o pré-requisito para um novo sistema de transporte combinado é que o teleférico seja aceito pela população e que o projeto seja elaborado e aplicado na presença de vontade política.

(Segue Parte 2)

 

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