Mobilidade em Terceira Dimensão – Parte 2
(“Third Dimension
Mobility – Part 2“ - This text is
written in a way to ease comprehensive electronic translations)
Klaus H; G. Rehfeldt
“Deslize relaxado lá em
cima, deixe a agitação da cidade abaixo de você, aproveite a vista e vá para o
seu destino com calma” – os teleféricos tornam isso possível. Eles não agridem
o meio ambiente, são baratos, rapidamente implementáveis e confiáveis. Eles
podem fechar lacunas no transporte público, substituir outros serviços dessa
natureza, conectando áreas urbanas entre si e com outras suburbanas.
Tendo
isso em mente, é oportuno analisar se, como e onde um sistema teleférico
poderia ser útil e benéfico como opção eficiente de transporte público em
Blumenau, fazendo realmente a diferença. Com sua configuração geográfica, o
centro espremido entre um rio e um conjunto de montanhas e de onde os bairros
avançam vales adentro, esse formato de estrela distancia as periferias – com
poucas vias alternativas – mais do que seria o caso de uma cidade circular.
Isso contribui para notórios problemas no transporte público. Outro aspecto a
considerar nesse contexto é a característica e a tradição de cidade turística,
um fato que exige, ou pelo menos recomenda, infraestrutura diferenciada
Esse
conjunto de fatores praticamente imutáveis justifica a busca por alternativas e
aperfeiçoamentos no transporte coletivo, e uma delas seria um sistema de
teleféricos urbanos, tirando parte do transporte público da rua para um nível
aéreo. Exatamente a configuração geográfica particular oferece opções
extremamente favoráveis para a implementação de um sistema de teleféricos, Dois
dos principais bairros da cidade estendem-se ao longo de dois ribeirões, Garcia
e Velha, que oferecem condições especialmente favoráveis para o transporte
elevado, uma vez que os próprios leitos podem servir de curso para as linhas,
não oferecendo obstáculos físicos, e ao mesmo tempo disponibilizando áreas sem
valor comercial para as torres de sustentação. Cabe esclarecer, que os sistemas
atuais permitem desvios de até 30 graus em seus percursos. E não há motivo para
um possível desconforto por parte de moradores próximos de ver gondolas
passando perto de sua janela com olhares invadindo sua privacidade.
Experiências adquiridas com Uma ou duas primeiras linhas poderão validar novos
trechos.
No caso
do bairro Garcia tratar-se-ia de uma opção quase exclusivamente destinada ao
transporte cotidiano de passageiros locais e que poderia facilmente chegar até
o atual terminal de ônibus do bairro. Já no bairro da Velha, soma-se ao usuário
local o turista, uma vez que essa linha, passando pelo Terminal Proeb poderia estender-se
até a Vila Germânica na configuração de atração turística. E ainda haveria a
possibilidade da convergência de ambos os sistemas.
Diante
das características dos trechos em foco é bom lembrar que não exista uma única
opção na solução, mas inúmeras variáveis tecnológicas, sejam elas construtivas,
sejam operacionais, ou sejam econômicas, que precisam ser ponderadas e
definidas. As opções são muitas. Mas também deve se considerar que o cidadão de
amanhã, que deverá ser tecnológica e ambientalmente mais sintonizado com as
necessidades e limitações de uma vida sustentável, ainda não fez sua opção
sobre como, onde e em que condições e ambientes deseja viver. Um crescente
abandono da obsessão de possuir um automóvel entre os jovens é apenas um sinal
muito claro. Tudo indica que eficiência e densidade digitais ganham prioridade
sobre proximidade e convivência físicas. Com certeza, sustentabilidade e
interferência mínima no equilíbrio ambiental estarão indispensavelmente
presentes em sua compreensão de valores e em quaisquer escolhas ou definições.
No
mínimo, o assunto merece um estudo mais detalhado e aprofundado em suas várias
facetas.
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