Adeus, Combustíveis Fosseis, Mas...
“Goodbye, Fossil Fuels, But...” - This
text is written in a way to ease comprehensive electronic translation)
Klaus H. G. Rehfeldt
Há mais de um século, desde a
invenção dos motores de combustão interna, o combustível fóssil a partir do
petróleo tornou-se um produto de primeira ordem em todas as áreas do cotidiano.
A humanidade depende tanto dele, que, hoje, numa eventual falta desse insumo, o
mundo simplesmente pararia e entraria em colapso total. O transporte é aspecto indispensável
na vida moderna. Sem ele não há deslocamento, não há abastecimento, além de muitos
outros ‘não há’. O mundo em paralisia.
No entanto,
são muito bem conhecidos os efeitos secundários causados desse produto na forma
de poluentes potenciais. Por mais que possamos não gostar, ou nos recusemos a
aceitar, as mudanças climáticas observadas e sofridas não deixam dúvidas. Talvez
não sejamos responsáveis por todas as mudanças e sua gravidade, mas certamente
temos nossa parte nisso.
E há consciência
dessa problemática a bastante tempo tanto no mundo industrial quanto nos
governos. Resultado disso é a busca incansável por opções energéticas
alternativas – por sinal, bem-sucedida. Motores e outros agregados energéticos
estão sendo desenvolvidos a partir dos mais diversos domínios tecnológicos.
Alternativas nesse campo não faltam. O motor veicular elétrico, por exemplo, é
uma realidade, só lhe falta economicidade, o que é normal em todos os projetos
pioneiros e, mais cedo ou mais tarde será superada - ressalva feita para onde a
energia para a carga elétrica é gerada a partir de recursos fosseis como carvão
ou gás.
Já a
geração energética a partir da cédula de hidrogênio, não apenas para fins
automotivos, mas de aplicação ampla, garante sustentabilidade praticamente
absoluta. E ela certamente sairá de seu estágio embrionário para o
economicamente viável.
Há, no
entanto, um efeito colateral. O refino do petróleo não permite manipulação na
obtenção dos produtos resultantes. Assim, entre outros derivados, resultam 24%
de gasolina do tipo automotivo, 4% de combustíveis de ebulição mais altos, como
o de jato (querosene) representam, e o diesel com 21%. Os componentes altamente
viscosos e sólidos, como o betume, perfazem 3,5%, lubrificantes 1,5%. Essas
porcentagens são praticamente imexíveis.
É aí, que
entra o ‘Mas ...’ na forma da pergunta: com a disponibilidade de energia
sustentável substituindo o consumo de gasolina e óleo diesel, ou paramos a
extração de petróleo por falta de mercado, ou continuaremos, porque precisamos
de óleos lubrificantes e betume (asfalto)? Para óleos lubrificantes existem
soluções sintéticas que, porém, requerem energia para sua produção e têm custo
mais elevado. Para o betume não existe, no momento, tal recurso – não há betume
sintético, e estradas revestidas com cimento não são solução ecológica ou
economicamente favorável (estamos na eminência de escassez mundial de areia – a
de deserto não serve para esse fim).
É um
empasse sério, que, tudo indica, não tem acesso a manchetes. Precisamos
lubrificar nossas máquinas e precisamos manter e incrementar nossa rede rodoviária
(mesmo que o futuro prometa ferroviárias eletrificadas). O consumo anual médio de
asfalto no Brasil é de 2 milhões de toneladas
(fonte Petrobras). Para obter esta quantidade é preciso refinar
paralelamente 14 milhões de toneladas de gasolina e outras 12 de óleo diesel –
sem mercado nacional ou internacional no futuro.
É uma realidade em caráter mundial que, com o
inevitável crescimento do consumo de energias alternativas e sustentáveis,
ganhará crescente importância. E chegará o momento da necessidade (eventualmente
urgente) de respostas. Resta uma esperança: a humanidade sempre encontrou
saídas para seus problemas.
A humanidade sempre encontrou a solução para os maiores problemas que teve pela frente. Certamente não será diferente com a busca por fontes energéticas não poluentes.
ResponderExcluirA dificildade atual refere-se ao tempo de pesquisa para obter uma solução ecológica e economicamente viável.
Lembrando que é necessário contornar os interesses de alguns lobies com interesses financeiros especulativos.
E vontade dos governos mundiais em implementar as necessárias mudanças.
Pesquisas tecnológicas e ajustes nas políticas de preços dos combustíveis são fortemente influenciados por governos, muitas vezes sem o interesse por avanços na área.