Un-U e as Hienas (6)
(“Un-U and the Hyenas” – This text has been written in such a way as to
facilitate translations by electronic means)
Klaus H.G. Rehfeldt
Depois
de examinar detalhadamente o arco e as flechas, Un-U e Na-Ga colocam bastante
lenha no fogo para mantê-lo alto durante boa parte da noite, para apenas mais
tarde ter de reabastecê-lo novamente.
Os dois homens não sabem que terão outro
encontro. Quando já estão deitados junto ao fogo, escutam leves barulhos na
proximidade. Levantando-se veem cinco hienas paradas já muito próximas. Eles pegam
alguns pedaços de madeira com parte queimando e jogam em direção às hienas.
Três delas recuam porque as tochas caíram muito perto, duas, porém, avançam destemidas
em direção a Un-U e Na-Ga. Un-U aponta sua lança para uma das hienas, mas como
essa faz um movimento rápido, a lança só acerta-a de raspão e ela recua um
pouco. A outra hiena avança, aproximando-se cautelosamente de Na-Ga. Esse, de
repente pula para a frente e quando a hiena ergue suas patas dianteira psara saltar
sobre Na-Ga, ele consegue empurrar sua lança diretamente na boca aberta do
animal, que cai ao chão morto. Enquanto isso, Un-U se vê diante de uma nova
investida da hiena ferida. Apenas com seu machado numa mão e a faca na outra,
espera que o animal avance sobre ele, quando com um golpe certeiro atinge a
cabeça da hiena, rachando-a ao meio. Impulsivamente ainda dá um golpe com a faca
no lado do animal que, na verdade, já está morto. Só depois percebe que a hiena
tinha, com uma de suas patas, rasgado a manga de couro de sua roupa e ferido
levemente seu braço.
Hienas atacam sua presa já em fuga, e, ao
alcançá-la, fincam os dentes de poderosas mandíbulas em qualquer parte do corpo
e não largam mais. Uma vez que a caça fica enfraquecida e debilitada os outros
membros do grupo do grupo avançam sobre a presa. Por isso, numa preia parada, a
forma de ataque é imprevisível.
Como a carne de hiena é consumida somente em
caso de extrema necessidade e o couro também não é muito apreciado, Un-U e
Na-Ga jogam os corpos para longe da fogueira. As outras hienas não aparecem
mais durante a noite.
Assim que amanhece, os dois pegam suas armas
e suas bolsas e iniciam sua caminhada de volta ao acampamento. Desta vez não há
necessidade de acompanhar o leito do rio, orientados pelo sol, seguem
diretamente pela floresta no caminho mais curto. No caminho colhem algumas
frutas, nozes e cogumelos. Também encontram pegadas de javalis, mas apenas
sendo em dois, com somente duas lanças e seus machados, o resultado é muito
incerto, e possivelmente só serve para afastar a caça futura.
Quando o sol já está alto chegam a seu
destino. Ma-Na coloca algumas ervas no braço de Un-U e remenda o rasgo na manga
com uma agulha feita de espinha de peixe e fio de tendão animal. Em seguida procura
com Na-Ga o membro tido como o mais velho do grupo Em-Do para lhe contar sobre
o encontro na ilha, levando consigo o arco e as flechas. Curiosos, outros
membros ouvem também o relato dos dois. Em-Do olha demoradamente aquela arma. Como,
há muito tempo, ele tinha ouvido falar de tribos um tanto diferente das pessoas
grupo, pergunta se esses homens por acaso eram de estatura mais baixa e mais
troncudos. Un-U e Na-Ga ficam pensativos. De fato, os três homens eram menores
que eles e mais corpulentos, mas naquele momento não deram maior atenção a
isso. Confirmando a pergunta de Em-Do, esse lhes contou sobre antigas menções a
homens diferentes, que falavam outra língua e, às vezes, se mostravam bastante
amigáveis, outras vezes, muito hostis.
Todos
os membros do grupo examinam detidamente o arco e as flechas. Uma vez que o
primeiro encontro se deu num dia de lua cheia, Em-Do sugere ao grupo de
programar uma nova ida à ilha na próxima lua cheia, dessa vez, porém, de
barcos. O grupo concorda.
Como era de se esperar, os homens começam
imediatamente a procurar material adequado para a preparação e montagem da nova
arma. Os resultados são, obviamente, os mais diversos, da quebra do arco à
ruptura do tendão, ou da excessiva força necessária para tencionar o arco. Mas
esses homens primam pela sua paciência e obstinação, sem as quais jamais teriam
chegado àquilo que são, e, em breve,. será alvejado o primeiro veado Ao mesmo
tempo iniciam a construção de mais um barco, um pouco maior que os outros, para
a nova incursão à ilha,
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do autor.
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