domingo, 4 de fevereiro de 2024

Un-U e as Hienas (6)

 

Un-U e as Hienas (6)

(“Un-U and the Hyenas” – This text has been written in such a way as to facilitate translations by electronic means)

 

Klaus H.G. Rehfeldt

 

Depois de examinar detalhadamente o arco e as flechas, Un-U e Na-Ga colocam bastante lenha no fogo para mantê-lo alto durante boa parte da noite, para apenas mais tarde ter de reabastecê-lo novamente.

 

Os dois homens não sabem que terão outro encontro. Quando já estão deitados junto ao fogo, escutam leves barulhos na proximidade. Levantando-se veem cinco hienas paradas já muito próximas. Eles pegam alguns pedaços de madeira com parte queimando e jogam em direção às hienas. Três delas recuam porque as tochas caíram muito perto, duas, porém, avançam destemidas em direção a Un-U e Na-Ga. Un-U aponta sua lança para uma das hienas, mas como essa faz um movimento rápido, a lança só acerta-a de raspão e ela recua um pouco. A outra hiena avança, aproximando-se cautelosamente de Na-Ga. Esse, de repente pula para a frente e quando a hiena ergue suas patas dianteira psara saltar sobre Na-Ga, ele consegue empurrar sua lança diretamente na boca aberta do animal, que cai ao chão morto. Enquanto isso, Un-U se vê diante de uma nova investida da hiena ferida. Apenas com seu machado numa mão e a faca na outra, espera que o animal avance sobre ele, quando com um golpe certeiro atinge a cabeça da hiena, rachando-a ao meio. Impulsivamente ainda dá um golpe com a faca no lado do animal que, na verdade, já está morto. Só depois percebe que a hiena tinha, com uma de suas patas, rasgado a manga de couro de sua roupa e ferido levemente seu braço.

 

Hienas atacam sua presa já em fuga, e, ao alcançá-la, fincam os dentes de poderosas mandíbulas em qualquer parte do corpo e não largam mais. Uma vez que a caça fica enfraquecida e debilitada os outros membros do grupo do grupo avançam sobre a presa. Por isso, numa preia parada, a forma de ataque é imprevisível.

 

Como a carne de hiena é consumida somente em caso de extrema necessidade e o couro também não é muito apreciado, Un-U e Na-Ga jogam os corpos para longe da fogueira. As outras hienas não aparecem mais durante a noite.

 

Assim que amanhece, os dois pegam suas armas e suas bolsas e iniciam sua caminhada de volta ao acampamento. Desta vez não há necessidade de acompanhar o leito do rio, orientados pelo sol, seguem diretamente pela floresta no caminho mais curto. No caminho colhem algumas frutas, nozes e cogumelos. Também encontram pegadas de javalis, mas apenas sendo em dois, com somente duas lanças e seus machados, o resultado é muito incerto, e possivelmente só serve para afastar a caça futura.

 

Quando o sol já está alto chegam a seu destino. Ma-Na coloca algumas ervas no braço de Un-U e remenda o rasgo na manga com uma agulha feita de espinha de peixe e fio de tendão animal. Em seguida procura com Na-Ga o membro tido como o mais velho do grupo Em-Do para lhe contar sobre o encontro na ilha, levando consigo o arco e as flechas. Curiosos, outros membros ouvem também o relato dos dois. Em-Do olha demoradamente aquela arma. Como, há muito tempo, ele tinha ouvido falar de tribos um tanto diferente das pessoas grupo, pergunta se esses homens por acaso eram de estatura mais baixa e mais troncudos. Un-U e Na-Ga ficam pensativos. De fato, os três homens eram menores que eles e mais corpulentos, mas naquele momento não deram maior atenção a isso. Confirmando a pergunta de Em-Do, esse lhes contou sobre antigas menções a homens diferentes, que falavam outra língua e, às vezes, se mostravam bastante amigáveis, outras vezes, muito hostis.

 

 Todos os membros do grupo examinam detidamente o arco e as flechas. Uma vez que o primeiro encontro se deu num dia de lua cheia, Em-Do sugere ao grupo de programar uma nova ida à ilha na próxima lua cheia, dessa vez, porém, de barcos. O grupo concorda.

 

Como era de se esperar, os homens começam imediatamente a procurar material adequado para a preparação e montagem da nova arma. Os resultados são, obviamente, os mais diversos, da quebra do arco à ruptura do tendão, ou da excessiva força necessária para tencionar o arco. Mas esses homens primam pela sua paciência e obstinação, sem as quais jamais teriam chegado àquilo que são, e, em breve,. será alvejado o primeiro veado Ao mesmo tempo iniciam a construção de mais um barco, um pouco maior que os outros, para a nova incursão à ilha, 


Este texto só poderá ser reproduzido de qualquer forma e por qualquer mídia com a citação explícita do autor.     


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